Empresas de advocacia investem em programa de recrutamento de pessoas negras

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Por Eduardo Maciel

Em uma pesquisa da ONG Centro de Estudos das Relações de Trabalho e Desigualdades – CEERT, realizada em 2018 com 3.624 profissionais, foi constatado que somente 2% se declarava negro. Comparando o resultado da pesquisa com outras áreas, como as de funções administrativas, a fatia de negros sobe para 19%. A pesquisa foi realizada em parceria com a Aliança Jurídica pela Equidade Racial e Fundação Getúlio Vargas de São Paulo.

Foto: Nappy.co

Atentas a isso, e procurando uma maior diversidade em seus escritórios, as grandes bancas nacionais de advocacia começam a investir em programas de recrutamento para tentar contornar essa desigualdade.

Para Roberto Quiroga, um dos sócios da “Mattos Filho”, a escassez de negros está intimamente ligada aos problemas estruturais da sociedade brasileira, como a baixa presença de negros no ensino superior.

A Empregue Afro, fundada em 2013, é um exemplo desse tipo de programa de inclusão proposto. No rol de clientes estão gigantes da tecnologia como IBM, HP, Microsoft e Google, além de varejistas como Burger King, GPA, Natura, e bancos como Bank of America e Citibank. A estimativa é que seja arrecadado R$ 1 milhão em faturamento esse ano.

Segundo a fundadora do programa, a inclusão racial é uma tendência em todas as empresas preocupadas em ampliar a diversidade, aumentando a produtividade de seus funcionários.

Fonte: ceert.org.br

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