Tesla é condenada a indenizar ex-funcionário em 1 milhão de dólares por racismo

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Em caso raro, a empresa Tesla é condena a indenizar ex-funcionário, Melvin Berry, a pagar 1 milhão de Dólares, o equivalente hoje a mais de R$ 5 milhões, após seu supervisor usar palavras racistas contra funcionário.

Melvin Berry – Foto: David Paul Morris / Bloomberg

O ex-funcionário trabalhou na empresa por um ano, e disse ter sido forçado, durante esse tempo, a trabalhar mais horas por dia. Ele denunciou que seu supervisor usava palavras ofensivas na linha de montagem e que no local tinham grafites com símbolos de ódio nas áreas comuns. Segundo Berry, quando confrontou um supervisor por chamá-lo de “palavra com N”, ele foi forçado a trabalhar mais horas e empurrar um carrinho mais pesado.

A empresa Tesla, na época, negou as acusações dos funcionários e disse que era contra qualquer forma de discriminação, assedio ou tratamento injusto.

Geralmente, essas disputas são sigilosas, mas o documento com as alegações de Melvin Berry era mais consistente que as negações da empresa. Em entrevista à Bloomberg News, Melvin Berry diz que espera que todo mundo saiba que a justiça descobriu a forma que a Tesla trata seus funcionários e que agora está tirando um tempo para se concentrar na sua saúde mental, pois ainda “não superou o processo de cura”.

Berry conta que ficou noites sem dormir e que, durante este tempo, adquiriu depressão e ansiedade. No processo, ele se lembrou o quanto chorou e questionou sua sanidade. Todo esse relato de Melvin foi confirmado pelo seu médico e outras testemunhas que notaram a mudança no comportamento dele, que era uma pessoa otimista e enérgica.

Árbitra do caso, Elaine Rushing afirma que era um caso difícil de ser decidido. “O comportamento dele alterou as condições de seu emprego e criou um ambiente de trabalho racialmente hostil”, escreveu.

Elaine Rushing concluiu, após analisar os fatos, que a empresa não retirava prontamente os símbolos raciais do local de trabalho. O caso foi resolvido por uma arbitragem.

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Fernanda De Souza

Graduada em jornalismo pela Centro Universitário Uni-BH, com 7 anos de experiência com Monitoramento de Notícia (Clipping Eletrônico). Atuação na elaboração de análises quantitativas e qualitativas que atende as necessidades da assessoria de comunicação.Vivência com produção e reportagem para revista, na área cultural.

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