Defesa alega que não houve intenção de matar João Alberto ou motivação racista

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Contrariando a tese da defesa, laudo do IGP-RS mostra que a vítima morreu por asfixia

Manifestantes em frente ao supermercado -Foto: Sílvio Ávila

O advogado de defesa do policial militar, Giovane Gaspar da Silva, um dos seguranças que assassinaram João Alberto Silveira Freitas, na última quinta-feira (19), no supermercado Carrefour, em Porto Alegre, nega a intenção de mata-lo ou que o crime tenha motivações raciais. Ainda segundo a defesa, a perícia levanta a hipótese de um ataque cardíaco. Porém, segundo uma analise inicial do Instituto Geral de Perícias do Rio Grande do Sul (IGP-RS), João Alberto morreu por asfixia.

Imagens do circuito de segurança mostram que Beto Freitas, como era conhecido, foi asfixiado por quase quatro minutos após ser espancado pelos dois seguranças do supermercado.

Em entrevista à Folha de São Paulo, David Leal, advogado de defesa de Giovane Gaspar, sustenta que seu cliente não teve intenção de matar Beto Freitas e que não vê racismo na ação do acusado. “O meu cliente não teve a intenção de matar. Ele, inclusive, tem parentes negros, o pai dele é pardo, e não tem de forma alguma qualquer preconceito quanto a isso”, alega o advogado.

Leal diz ainda que “a intenção era conter João Alberto, que estaria ‘completamente descontrolado”‘, defendeu.

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Igor Rocha

Igor Rocha é jornalista, nascido e criado no Cantinho do Céu, com ampla experiência em assessoria de comunicação e escritor nas horas vagas. Editor e coordenador regional do Notícia Preta

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