Coronavírus mata um quilombola por dia, segundo a Conaq

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Rio de Janeiro e Pará são os estados com maior número de mortes de quilombolas – Foto: Conaq

De acordo com a última atualização do Observatório da Covid-19 nos Quilombos, organizado pela Coordenação Nacional de Articulação das Comunidades Quilombolas (Conaq) e do Instituto Socioambiental (ISA), já são 1206 casos confirmados de quilombolas contaminados e 126 mortos no Brasil. Desde o registro do primeiro óbito, em 11 de abril, a Conaq já contabilizou mortes em 13 Estados, com a média de 1,5 óbito por dia. 

Quilombos do Rio de Janeiro e do Pará são os mais atingidos pela Covid-19, o novo coronavírus, contabilizando 36 e 35 mortes respectivamente. Amapá registrou 16 vítimas, Maranhão (13), Pernambuco (7), Espírito Santo (6), Bahia (5), Goiás (2), Mato Grosso (2), Amazonas (1), Ceará (1), Paraíba (1) e Rondônia (1) completam a lista.

No Brasil, os quilombos não contam com um sistema de saúde estruturado para atendê-los e nem todos possuem saneamento básico. A falta de acesso à água em muitos territórios dificulta as condições de higiene necessárias para evitar a propagação do vírus. Somado a isso, ainda de acordo com a Conaq, diferentes quilombos relataram dificuldade no acesso ao auxílio emergencial, especialmente nos procedimentos de cadastramento via aplicativo, devido à falta de ações específicas dos governos estaduais e municipais.

Todas essas situações acabam precarizando o enfrentamento da Covid-19 pelas comunidades quilombolas, uma vez que medidas de proteção não estão sendo viáveis a todos, custando assim a vida de lideranças históricas.

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Samily Loures

Baiana em terras capixabas, é formada em Comunicação Social - Publicidade e Propaganda pela Ufes (Universidade Federal do Espírito Santo). Com atuação em publicidade social e pesquisa em Identidade Negra, acredita que a comunicação pode ser instrumento de mudanças sociais. Apesar de militante e sagitariana, consegue levar a vida com serenidade. E deboche.

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