Caso João Alberto: pai não aceita 1ª oferta de indenização do Carrefour no valor de R$ 500 mil

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A reunião entre representantes do Carrefour e familiares de João Alberto, assassinado após ser espancado em uma unidade em Porto Alegre, terminou sem acordo nesta terça-feira (23). João Alberto morreu em novembro do ano passado. Os dois profissionais que o agrediram foram presos e outras quatro pessoas viraram rés pelo crime.

João Batista, pai da vítima, recusou a oferta da rede francesa de pagar até R$ 500 mil numa ação por danos morais individuais. “Os valores oferecidos pelo Carrefour baseiam-se na jurisprudência do STJ [Superior Tribunal de Justiça], muito aquém do que pretendemos, já que se trata de um caso sem precedentes no Brasil“, disse o advogado da família, Rafael Peter Fernandes.

Manifestantes protestam contra morte de João Alberto nas mãos de seguranças do Carrefour

Por meio de nota, o Carrefour afirmou que as tratativas para um acordo permanecem em andamento. A defesa argumenta que a indenização não pode ser baseada por outros processos e que deve ter “caráter pedagógico” para a marca francesa —motivando a alteração nos procedimentos dos seguranças e evitar outras mortes parecidas.

A gente entende que o valor de R$ 300 mil, R$ 500 mil não tem caráter pedagógico quando se tem empresa do outro lado que no ano de 2020 teve lucro de R$ 2,7 bilhões. É aquele velha história: as pessoas só sentem a dor, quando sentem no bolso. Eu entendo que o valor de R$ 500 mil fica muito aquém do valor pedagógico porque não desestimula a empresa“, disse o advogado.

Viúva e enteada aguardam acordo

Na semana passada, o Carrefour já havia se reunido com os advogados da viúva, Milena Borges Alves, 43. A defesa assinou um termo de confidencialidade e, por isso, poucos detalhes são informados à imprensa sobre os danos morais individuais à família.

Segundo o advogado Carlos Barata, houve avanços em relação ao acordo para a enteada de João Alberto, que é menor de idade. Por outro lado, a situação não se repete com a viúva, Milena Borges Alves, 43. “Está bem distante de um acordo com a Milena. Dá para dizer que é dez vezes menos do que a gente pediu“, disse.

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