Câncer de pele cresce no mundo e no Brasil; dados reforçam alerta para prevenção e diagnóstico precoce

câncer de pele

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Pesquisas internacionais e dados brasileiros recentes reforçam a necessidade de ampliar a atenção ao câncer de pele, especialmente diante do aumento da radiação ultravioleta e das mudanças climáticas. Um estudo global publicado na revista Scientific Reports aponta que, entre 1990 e 2021, houve elevação dos níveis medianos de radiação UV no mundo, acompanhada por crescimento expressivo nos casos de melanoma, tipo mais agressivo do câncer de pele, responsável por cerca de 75% das mortes relacionadas à doença, embora represente aproximadamente 5% dos diagnósticos. Em 2020, mais de 325 mil novos casos de melanoma foram registrados globalmente, com maior impacto em regiões como Europa, Norte da África e Oriente Médio, onde a relação entre exposição solar e incidência mostrou relevância estatística.

No Brasil, o câncer de pele permanece como o mais comum entre todos os tipos de câncer. Segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA), são estimados cerca de 220 mil novos casos anuais de câncer de pele não melanoma e cerca de 9 mil diagnósticos de melanoma a cada ano. Especialistas destacam que a combinação entre alta exposição solar ao longo da vida, clima tropical, atividades profissionais ao ar livre e falta de proteção adequada contribui para esses números.

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Os principais tipos de câncer de pele incluem o carcinoma basocelular, geralmente menos agressivo e mais comum; o carcinoma espinocelular, com maior risco de invasão profunda; e o melanoma, que apresenta maior potencial de metástase. Lesões que não cicatrizam, manchas escurecidas com bordas irregulares e pintas que mudam de cor, forma ou tamanho são sinais de alerta. A chamada Regra do ABCDE, que observa assimetria, bordas, cor, diâmetro maior que 6 mm e evolução, é uma das principais ferramentas de orientação para a população.

Além das medidas clássicas de prevenção, como uso diário de protetor solar, evitar exposição em horários de pico e uso de roupas com proteção UV, avanços tecnológicos têm ampliado as possibilidades de diagnóstico precoce. Ferramentas como dermatoscopia, mapeamento de pintas e ultrassom de alta frequência permitem avaliar lesões com maior precisão, contribuindo para decisões terapêuticas mais assertivas.

Em um país de grande diversidade racial, estudos também apontam a importância de reforçar a atenção sobre o câncer de pele em pessoas negras e pardas, que apesar de apresentarem menor incidência, tendem a receber diagnóstico mais tardio, aumentando o risco de complicações. A combinação entre informação, acesso à saúde e tecnologia permanece fundamental para reduzir impactos e ampliar as chances de tratamento eficaz.

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