Associação de Pessoas com Doença Falciforme, em Minas Gerais, necessita de ajuda para se manter

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A Associação atende cerca de 1200 crianças em Minas Gerais – Foto: Arquivo Pessoal

Dados do Ministério da Saúde estima que existam hoje entre 60 mil e 100 mil pessoas com alguma doença falciforme no Brasil.  Esta é uma doença genética e hereditária, predominante em negros, mas que pode manifestar-se também nos brancos.  Isto se explica, pois a doença falciforme tem sua origem no continente africano, e chegou às Américas devido ao tráfico de pessoas escravizadas no período colonial. Um pai ou uma mãe que possui traços falciformes, pode passar esse gene para seu filho ou filha.

Para ajudar os portadores desta doença, em especial neste período de pandemia do novo coronavírus, a Associação de Pessoas com Doença Falciforme (Dreminas), de Belo Horizonte, lançou a campanha ‘Quarentena Sem Fome’.

Segundo Maria Zenó Soares Silva, presidente da Dreminas, os recursos da instituição têm sido insuficientes nesse momento de pandemia. “Estamos em situação bem complicada, atendemos 7.600 pacientes de todo estado. Nesse momento, contamos com a ajuda de amigos e entidades, porém as ajudas são insuficientes, tendo em vista que o número de pessoas tem aumentado.  Só crianças são mais de mil”, relata.

Ainda de acordo com Maria Zenó, eles ainda estavam atendendo demandas da chuva, em que muitas pessoas foram atingidas na capital e perderam tudo até mesmo cadeiras de roda.

Atendimentos

Atualmente, a associação conta com uma demandada urgente de arrecadar 37.200 caixas de leite para atender 1.205 crianças, que se encontram em condições socioeconômicas desfavoráveis e em tratamento no Hemominas. Cerca de 700 delas estão em situação mais grave, pois sofreram AVC em decorrência da Anemia Falciforme. “Uma criança de até dois anos toma, em média, um litro de leite por dia, segundo o setor de nutrição do Hemominas. Então, precisamos arrecadar essa quantidade de leite para garantir a complementação da alimentação delas, pelo menos, no mês de maio”, diz a presidente da associação que completou. “Nosso público vive em situação de grande vulnerabilidade, sendo que 98% são beneficiados do Bolsa Família e, com escolas fechadas, as mães não tem como fazer uma faxina para aumentar a renda”, lamenta Maria Zenó.

Maria Zenó, presidente da Associação, ressalta a necessidade de auxiliar as vítimas da doença – Foto: Arquivo Pessoal

A associação

Formada por familiares e pessoas com a doença falciforme, a Associação foi fundada em 1988, como objetivo principal de contribuir para a redução da mortalidade pela doença em Minas Gerais e dar todo apoio necessário às famílias, que vivem de perto todos os sintomas de uma doença incurável.

A doença

A doença falciforme é uma doença do sangue, que provoca alteração nos glóbulos vermelhos gerando anemia crônica. Predominante na população negra, a doença falciforme é grave e exige atenção médica permanente. 
Os principais sintomas são a anemia crônica, icterícia (cor amarelada na parte branca dos olhos), mãos e pés inchados e com muita dor nos punhos e tornozelos (frequente até os dois anos de idade) e crises de dores em músculos, ossos e articulações. Para diagnosticar a Doença Falciforme é necessário realizar o teste do pezinho na primeira semana de vida. 

Como ajudar

Entre em contato com a Dreaminas pelo telefone (31)3409-8933
Você consegue também fazer a sua doação através da campanha lançada pela instituição na plataforma Evóe https://evoe.cc/dreminas-quarentena-sem-fome

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Fernanda De Souza

Graduada em jornalismo pela Centro Universitário Uni-BH, com 7 anos de experiência com Monitoramento de Notícia (Clipping Eletrônico). Atuação na elaboração de análises quantitativas e qualitativas que atende as necessidades da assessoria de comunicação.Vivência com produção e reportagem para revista, na área cultural.

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