Após Flamengo pedir suspensão de pagamento a vítimas de incêndio no Ninho do Urubu, Justiça mantém a pensão

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Fonte: Agência Brasil

Uma nova decisão do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro garantiu a continuidade do pagamento de pensão aos familiares das vítimas e aos sobreviventes do incêndio no Ninho do Urubu, ocorrido em 2019.

O fato do Flamengo ter feito acordo com algumas famílias, não altera a ação que busca responsabilizar o clube pela tragédia, que matou dez atletas da categoria de base e três feridos.

O entendimento é da juíza da 1º Vara Cível da Barra da Tijuca, Bianca Ferreira Nigri. A magistrada negou recurso do time carioca, que pedia a suspensão do pagamento de R$ 10 mil por mês aos feridos e à pessoa responsável pelas vítimas fatais.

A pensão foi fixada em processo movido pela Defensoria e o Ministério Público do Rio de Janeiro.

O valor, definido em liminar, já havia sido alvo de recurso por parte do Flamengo no início deste ano. Apesar das contestações, a Justiça manteve o benefício.

A decisão ressalta que o pagamento visa à recomposição financeira das famílias até uma futura decisão judicial. Em caso de descumprimento, o Flamengo fica sujeito ao pagamento de multa diária de R$ 1.000 para cada beneficiário que tiver a pensão negligenciada.

No texto, a juíza Bianca Ferreira Nigri afirma que “o fato de ter o réu, ou seja o Flamengo, realizado acordos com parte das famílias dos menores vitimados no incêndio, nada altera o curso da demanda”.

O incêndio no Centro de Treinamento do Ninho do Urubu aconteceu em 8 de fevereiro de 2019. Os dez atletas mortos tinham entre 14 e 16 anos.

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Thais Bernardes

Formada em jornalismo pelo Institut français de Presse-Université Panthéon-Assas, em Paris e pelo Institut Pratique de Journalisme (IPJ), também na França, Thais Bernardes é jornalista, fundadora e CEO do portal Notícia Preta e podcaster do Canal Futura. Antes de concluir seus estudos na Europa, Thais cursou Relações Públicas na Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), onde ingressou através do sistema de cotas. Após atuar como produtora no canal de TV France 2, em Paris, foi repórter no Jornal Extra, na rádio BandNewsFM e coordenadora de Comunicação da Secretaria de Estado de Direitos Humanos do Rio. Em novembro de 2018 a jornalista decidiu criar o portal Notícia Preta como forma de combater, através do jornalismo, o racismo e as desigualdades sociais.

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