Após episódio de injúria racial, artistas apoiam Allan Bastos, bailarino da Mangueira

APOIE O NOTÍCIA PRETA

Em uma plataforma online, Allan Bastos, bailarino da Mangueira, foi alvo de vários comentários racistas. 

Allan Bastos postou o antes e o depois e sofreu um ataque racista na internet

O bailarino da Escola de Samba Mangueira, Allan Bastos, foi alvo de uma série de ataques racistas em seu perfil pessoal no Twitter. O caso começou após o rapaz ter publicado uma foto de antes, com o seu cabelo curto, e uma de depois, com o cabelo maior. Colegas e artistas se posicionaram em defesa do bailarino e contra o racismo.  

O episódio começou após a publicação de Allan na plataforma. Na descrição, ele se inspirou no meme que relata “o início de um sonho / deu tudo certo”, para se referir ao crescimento de seu black power. Mas, infelizmente, várias contas falsas, ou como são conhecidas “boots” iniciaram um ataque ao bailarino no Twitter.

Os posts iam desde de comentários ofendendo o cabelo de Allan a ofensas racistas  chamando-o de macaco e muitos outros. Na última segunda-feira, dia 3, Allan compartilhou em seu Instagram prints de alguns dos tuítes e afirmou que iria denunciar os perfis.

No programa Encontro com Fátima Bernardes, o rapaz foi convidado a comentar sobre o episódio. “No primeiro momento fiquei muito desesperado, pois não sabia que as pessoas poderiam ser tão ruins na internet. Parece que voltamos três anos atrás, porque por detrás da tela, elas [as pessoas] têm coragem de fazer aquilo que eles não fazem pessoalmente. Mesmo sabendo que o racismo existe, fiquei muito assustado e preocupado, por isso tentei fazer com que o máximo de pessoas vissem e tentassem me ajudar a denunciar. ”, Bastos comentou à Fátima. 

“Agora estou melhor. Eu recebi muito apoio, de colegas e artistas que admiro muito. Isso me ajudou a passar por todas essa situação.”

Allan afirmou que denunciou as ofensas. “Eu percebi que muitos dos perfis eram fakes e foi ali que decidi que não poderia deixar daquele jeito”, afirmou. “Independente da forma cruel que tenha sido, eu estou muito feliz que tem gente comigo. Artistas que admiro há muito tempo, que eu jamais imaginei que poderiam me escutar, me escutaram e me deram voz. Hoje eu não choro mais de tristeza, são lágrimas de felicidade por ter conseguido o que eu queria, que era ter voz por nós. Muito obrigado”, escreveu em agradecimento no instagram. 

APOIO-SITE-PICPAY

Gabriella Reis

Jornalista, escritora e web-redatora. "Se ninguém te escuta, escreva!"

Deixe uma resposta

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.