Homem dispara ofensas racistas a motoboy: “Você tem inveja disso aqui”

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Nesta sexta-feira (7), mais um crime de injúria racial ganhou destaque nas redes sociais. Em um vídeo gravado em Valinhos, no interior de São Paulo, um entregador da Rappi sofreu ataques racistas de um morador de um condomínio de luxo. Com gestos e frases preconceituosas, um contabilista – identificado pelo jornalista Tacio Lorran, do jornal Metrópoloes, como Mateus Abreu Almeida Prado Couto – agrediu verbalmente o motoboy Matheus Pires de diversas formas. Numa delas, o agressor afirmou que o motociclista teria inveja dos seus bens materiais, da sua condição financeira e do tom branco de sua pele. Segundo as informações da Guarda Municipal de Valinhos, o caso ocorreu no dia 31 de julho.

“Você nem tem onde morar. Você tem inveja disso daqui. Moleque, você tem inveja disso aqui, você tem inveja dessas famílias aqui”, disparou o contabilista.

Ainda na discussão, o motoboy Matheus Pires confrontou as ofensas do morador afirmando que poderia conquistar as mesmas condições com o seu trabalho e ainda perguntou da origem dos bens materiais dele.

“Eu posso ter a mesma coisa que o senhor. Quem te deu isso aqui? Foi o seu pai?”, questionou.

Em resposta aos questionamentos, o contabilista Mateus Abreu Almeida Prado Couto afirma que sempre foi rico e que o motoboy nunca teria o que ele tem.

De acordo informações do jornal Metrópoles, o caso foi registrado criminalmente por injúria racial. O artigo 140 do Código Penal prevê pena de reclusão de um a três anos e multa.

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Ariel Freitas

Jornalista, escritor, rapper e ativista. Criado nos becos estreitos da Vila Estrutural e pelas esquinas do Morro Santana, ambos localizados na zona norte de Porto Alegre. Aos 16 anos, Ariel Freitas era campeão de freestyle na maior batalha do estado do Rio Grande do Sul, a famosa Batalha do Mercado. Atualmente, Ariel Freitas escreve sobre os impactos do racismo na Capital da desigualdade racial. Uma Porto nem tão Alegre assim.

1 Comment

  • Luiz Francisco

    (07/08/2020 - 20:34)

    Afinal Quem Somos. Seres Humanos Que Si Dispõe Humilhar Os Outros Justamente Por Causa Da Sua Posição Social.Espero Que a Justiça. Possa Dar Uma Resposta a Autura. Dentro Das Provas Colidas Nesse Flagrante. Quero Resautar Que Iguais a Esse Cidadão Existe. Muito Mas Aa Escondidas. Vamos Acordar Brasil.

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