A manifestação de indígenas Tupiniquim na cidade de Resplendor, no Leste de Minas Gerais, chegou ao quarto dia e mantém suspensa a circulação do trem de passageiros que conecta o Espírito Santo a Minas Gerais. A Vale informou que a paralisação, que começou no último sábado (22), será mantida até ao menos quarta-feira (25) por questões de segurança.
O bloqueio na linha férrea é realizado por indígenas das aldeias Caieiras Velha, Irajá e Pau Brasil, localizadas na Terra Indígena Tupiniquim de Aracruz, no Espírito Santo. Os manifestantes protestam contra a ausência de reparação para os povos indígenas, dez anos após o rompimento da barragem de Fundão, em Mariana, tragédia que deixou 19 mortos em 5 de novembro de 2015.
A mineradora informou que os passageiros impactados podem remarcar os bilhetes ou pedir o reembolso do valor pago em até 30 dias pelo canal Alô Vale, no telefone 0800 285 7000. A empresa afirmou que adota medidas para retomar a circulação com segurança.

Há duas semanas, outro protesto já havia interrompido o serviço. No dia 9 de março, integrantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) interditaram os trilhos em Tumiritinga, também no Leste de Minas, em um ato que relembrava os dez anos do desastre.
A Samarco afirmou em nota que mantém o compromisso com a reparação integral nos termos do novo acordo do Rio Doce. Na última sexta-feira (13), órgãos públicos concluíram a primeira etapa da seleção da instituição que ficará responsável pelo pagamento de indenizações e benefícios aos atingidos.
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