Carnaval deve movimentar mais de R$ 5,7 bilhões na economia do Rio

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O Carnaval de 2026 deve gerar um impacto expressivo na economia do Rio de Janeiro. A estimativa da Riotur aponta que mais de 6 milhões de foliões devem circular pela cidade entre 17 de janeiro e 22 de fevereiro, movimentando cerca de R$ 5,7 bilhões em diferentes setores da economia carioca.

A programação prevê o desfile de aproximadamente 460 blocos espalhados por todas as regiões da capital fluminense. Além de reforçar a vocação turística do Rio, o período carnavalesco impulsiona atividades diretamente ligadas ao consumo popular, como alimentação, transporte, comércio ambulante, hotelaria e serviços informais, que concentram grande parte da geração de renda durante a festa.

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Segundo o presidente da Riotur, Bernardo Fellows, a cidade está preparada para receber moradores e turistas ao longo do período. Ele destacou a atuação integrada dos órgãos públicos para garantir a organização e a segurança dos eventos, além de orientações aos foliões sobre cuidados básicos com saúde e bem-estar durante os dias de calor intenso.

Na área da segurança, mais de 1,1 mil agentes da Secretaria Municipal de Ordem Pública e da Guarda Municipal atuarão em conjunto com a Polícia Militar. No Circuito Preta Gil, localizado na Rua Primeiro de Março, onde desfilam os dez megablocos da cidade, haverá pontos de revista para restringir a entrada de garrafas de vidro e objetos cortantes.

O impacto do Carnaval também se reflete na Região Metropolitana do Rio. De acordo com levantamento do IFec RJ, ligado à Fecomércio RJ, a festa deve movimentar cerca de R$ 511 milhões no Grande Rio. A pesquisa ouviu 925 consumidores e aponta um gasto médio de R$ 279 por pessoa durante os dias de folia.

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Entre os entrevistados que afirmaram gastar com o Carnaval, a maior parte do orçamento é destinada à alimentação e bebidas não alcoólicas, citadas por 87% dos participantes. Bebidas alcoólicas aparecem em seguida, com 43%, enquanto gastos com transporte somam 37,4%. Fantasias e acessórios foram mencionados por apenas 11,3%, indicando que o consumo está concentrado em itens essenciais e deslocamento.

O levantamento mostra ainda que a maioria dos moradores pretende permanecer no estado durante o feriado. Entre aqueles que não planejam viajar, parte significativa afirmou que continuará trabalhando ou aproveitará o período para descanso, enquanto uma parcela menor pretende participar de blocos e eventos carnavalescos.

O cenário do Rio acompanha uma tendência observada em outros estados. Em Pernambuco e São Paulo, estimativas de federações do comércio e secretarias de turismo também indicam forte movimentação econômica durante o Carnaval, reforçando o papel da festa como um dos principais motores de curto prazo da economia brasileira, especialmente nos setores de serviços e turismo.

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