Estado teve 270 casos de feminicídios no ano passado, o maior número desde 2018, segundo dados da Secretaria da Segurança Pública
O maior número de feminicídios foram registrados no estado de São Paulo em 2025, desde o início da série histórica, em 2018. Ao longo de 2025, foram contabilizadas 270 mortes de mulheres motivadas por violência de gênero, um aumento em relação ao ano anterior, quando 253 casos foram registrados. Os dados são da Secretaria da Segurança Pública (SSP) paulista.
O crescimento dos feminicídios contrasta com a queda em outros indicadores de violência. Segundo o balanço oficial, os homicídios dolosos apresentaram redução pelo terceiro ano consecutivo, totalizando 2.438 ocorrências, uma diminuição de cerca de 3% na comparação com 2024. Já os latrocínios também recuaram, atingindo o menor número desde 2001.

Os dados revelam ainda queda em registros de estupro, roubos e furtos, o que reforça o alerta de especialistas sobre a persistência da violência doméstica e de gênero, mesmo em um cenário de redução de outros crimes violentos. Em 2025, foram contabilizados 14.443 casos de estupro no estado, número ligeiramente menor do que no ano anterior.
Leia também: 68% das mulheres vitímas de femínicidio são negras, aponta estudo
No cenário nacional, a violência contra mulheres segue alarmante. Dados do Fórum Brasileiro de Segurança Pública indicam que o país registra, em média, mais de 1.400 feminicídios por ano, além de dezenas de milhares de denúncias de violência doméstica, agressões físicas e ameaças. O Brasil está entre os países com maiores taxas de homicídios de mulheres no mundo.
Organizações que atuam na defesa dos direitos das mulheres destacam que o feminicídio é a ponta mais extrema de um ciclo de violência marcado por agressões físicas, psicológicas e patrimoniais, muitas vezes dentro de casa e praticadas por parceiros ou ex-companheiros.










