De acordo com um estudo do Observatório do Clima divulgado nesta quarta-feira (27), o Brasil aumentou as emissões de gás metano e atingiu o patamar histórico de 6%. O índice representa o segundo maior da série e coloca o brasil na quinta colocação entre os emissores mundiais, atrás de China, Estados Unidos, Índia e Rússia.
De acordo com dados divulgados pelo relatório do Sistema de de Emissões de Gases de Efeito Estufa (SEEG), três quartos das emissões do gás são provenientes do da agropecuária, vindo principalmente da pecuária bovina, área que foi responsável por 14,5 milhões de toneladas do poluente, que é mais nocivo ao meio ambiente que o CO2. Para se ter uma ideia, só de metano, a média de emissão do Brasil em relação ao metano é maior do que a emissão de todos os gases liberados na Itália no mesmo período.

A expectativa é que o governo do Brasil apresente uma estratégia frente à crescente da emissão de metano até a Cop30. As preocupações aumentam ao passo que o rebanho bovino brasileiro é o segundo maior do mundo e registrou amplo crescimento batendo recorde em 2023 sendo 238,6 milhões de cabeças de gado, cerca de 20 milhões a mais do que o registrado em 2020, por exemplo.
Durante a COP26 em glasgow, o Brasil assumiu o compromisso Global do metano, que consiste em reduzir 30% das emissões do gás até 2030, no entanto até aqui o país não se manifestou de forma concreta em relação a pauta. Para o coordenador da SEEG David Tsai, enxerga soluções de recuperação da área florestal e uma melhor gestão de resíduos sólidos para que o país consiga diminuir a emissão do poluente.
“O Brasil precisa focar em soluções de regeneração florestal, recuperação de solo e adoção de energias renováveis. Ao mesmo tempo, terá de reduzir as emissões de metano, lidando com a magnitude da atividade pecuária, a precariedade da gestão de resíduos sólidos e a pobreza energética “, disse.
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