80 pessoas são resgatadas de trabalho análogo à escravidão no RS

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Entre os dias 20 e 26 de abril, uma operação conjunta entre o Ministério do Trabalho (MTE), do Ministério Público do Trabalho (MPT) e agentes da Polícia Rodoviária Federal (PRF) resgatou 80 trabalhadores em situação análogo à escravidão em Bom Jesus, na Serra Gaúcha.

No local, os auditores também encontraram condições degradantes de moradia – Foto: MPT

As vítimas, segundo os auditores-fiscais, forma vítimas de tráfico de pessoas e foram levados dos estados de Bahia, Paraíba e Maranhão para o local de trabalho, no Rio Grande do Sul. Ainda de acordo com os auditores, os “gatos”, aliciadores de mão de obra, trabalhavam em nome de um empregados no interior dos estados do Nordeste brasileiro, oferecendo trabalho em colheitas de maçãs, em Santa Catarina. Porém, o destino era a localidade de Morro Chato.

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Além de não terem carteira assinada, os trabalhadores tiveram que arcar com os custos do transporte e alimentação. “Foi uma operação bem delicada, envolvendo muitas pessoas, foi o maior resgate de trabalho escravo feito no Estado, um dos maiores do país, pelo número de trabalhadores. E tinha todo um receio de divulgar antes e atrapalhar a conclusão da operação, porque é uma situação bem delicada. Tu vai lá, faz o resgate, e aí tem que esperar os trabalhadores receberem o pagamento da rescisão, receberem a documentação, serem colocados no ônibus e retornarem de onde vieram“, comenta o gerente do MTE de Caxias do Sul, Vanius Corte.

Ao todo, serão pagos R$ 312 mil em verbas recisórias e cada trabalhador receberá R$ 80 mil por danos morais individuais. Além disso, o empregador custeou o transporte dos trabalhadores aos seus respectivos Estados. Por não se tratar de flagrante, ninguém foi preso. “No momento em que foi verificada a situação, o empregador e os gatos não estavam, por isso, não houve prisão”, finaliza.

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