“É íntima a ligação do hip-hop com o crime organizado” diz vereador de Curitiba

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Durante uma votação na Câmara Municipal de Curitiba (CMC), o vereador Eder borges (PP-PR) vinculou o hip-hop à criminalidade. A sessão na CMC foi para apoiar que o Governo Federal reconheça o hip-hop como patrimônio imaterial do Paraná.

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Vereador de Curitiba Eder Borges associou cultura hip hop ao crime organizado. Foto: rodrigo Fonseca/CMC

O requerimento apresentado durante a sessão na CMC visa a preservação, difusão e promoção para garantir o hip-hop como uma forma de expressão cultural e artística. Eder Borges foi o único parlamentar que se posicionou contra. “(…) tem umas letras que realmente me fazem questionar se devemos aprovar este requerimento”, indicou ele, citando trechos de músicas. “Hip hop é coisa de detento”, concluiu a fala.

Assista o vídeo:

A parlamentar Giorgia Prates (Mandata Preta), rebate. “Sua fala é racista quando diz que o hip-hop é coisa de detento”. A vereadora contextualiza sobre a importância do hip-hop como um movimento cultural que representa as periferias.

É lei

O projeto de lei 3503/2021 declara patrimônio cultural imaterial brasileiro a cultura hip-hop, com todas as suas manifestações artísticas. A situação da ementa aguarda a designação de relator na Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJC).

Alguns estados já estão pondo em vigor por meio de votação dos parlamentares para levar ao Congresso Nacional.

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