Variante do coronavírus no Quênia acelera aumento de casos em todo continente

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O aumento de casos no distrito de Kisumu, às margens do Lago Victoria, no Quênia, tem gerado alerta entre as autoridades sanitárias do país. Uma nova variante do coronavírus, identificada como Delta, é considerada a mais contagiosa detectada até o momento em todo o continente africano. Nas últimas semanas, 23% dos testes de covid-19 realizados na província têm dado positivo, o que equivale ao dobro da média nacional.

Foto: Simon Maina/AFP

Kisumu é uma província de 1,1 milhão de habitantes e o registro acelerado dos novos casos já levou à escassez de oxigênio e outros remédios na região. A orientação dos médicos e sanitaristas da província é evitar aglomerações em especial realização de comícios públicos no local. Contudo, o presidente Uhuru Kenyatta e o premiê Raila Odinga, à frente do governo desde 2013, continuaram a promover grandes eventos políticos com aglomerações.

Dados do Ministério da Saúde do Quênia demonstram que, desde a identificação da cepa Delta, os casos e as mortes aumentaram no país. Foram registrados, em média, 534 casos nos últimos sete dias e o último pico foi no dia 18 de junho, quando em um único dia foram registrados 796 casos de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS). Ao todo, o país já registrou 180 mil casos e 3.484 mortes e os mais jovens, 25% da população, são as principais vítimas.  

Autoridades de Kisumu implementaram um toque de recolher e a proibição de aglomerações, além de estarem realizando blitz sanitárias, mas o aumento de casos ainda preocupa os médicos. Em Uganda e Ruanda, países que fazem fronteira com o Quênia, os casos começaram a aumentar e já há registros de recordes de mortes. Uganda chegou a decretar lockdown total por 42 dias e existe a preocupação que a alta de casos seja registrada em todo o continente africano.

Coronavírus no continente africano

O continente vacinou até o momento 1% de sua população, a maioria das vacinas tem chegado a partir de doações da OMS e de países que haviam comprado em excesso, como os Estados Unidos que iniciaram a redistribuição das doses para países que não tem recursos para a compra dos imunizantes.

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