Salvador: inquérito policial revela que não houve excesso de tiros no caso do policial morto no Farol da Barra

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O Inquérito Policial Militar (IPM) que investigava a ação de policiais envolvidos na operação que terminou com a morte do policial militar Wesley Soares Góes, de 38 anos, em março de 2021 foi finalizado. A investigação concluiu que não houve excesso na estratégia da corporação e que a rotina do policial não teve influência no surto psicótico.

O inquérito foi apresentado na última quinta-feira (21) pelo responsável da investigação e corregedor adjunto da Polícia Militar (PM), tenente coronel Agnaldo Ceita. De acordo com o tenente coronel, não foi confirmada na apuração a ligação entre a ação do policial e sua rotina de trabalho durante a pandemia. Ele ainda informou que os tiros feitos por diversos policiais foram em legítima defesa própria e de terceiros, e que não precisavam de autorização para tomar a medida.

A Policia negou que teve excesso de tiros na ação do Farol da Barra Foto: Alberto Maraux/SSP-BA

Segundo Agnaldo Ceita, foram analisados laudos de reprodução simulada, de registros audiovisuais, exame cadavérico e balístico, e dos veículos envolvidos, outras manobras como utilização de cães e uso de explosivos, não teriam sucesso. A perícia concluiu que mesmo após ser atingido e ter caído no chão, Wesley continuou atirando contra os policiais. 

Wesley Soares teve uma alteração de comportamento um dia antes de sair de Itacaré e ir em direção a Salvador. As análises de informações passadas por familiares, amigos e um manuscrito deixado pelo PM, não comprovaram que a motivação seria a conduta social e familiar, pois ele tinha uma boa relação com amigos e parentes, e vida financeira estável.

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O tenente-coronel Agnaldo Ceita, informou que “o manuscrito do soldado relatava cenários futuros em relação a campanhas eleitorais, mas não trazia motivação suficiente para ações. Também levanta a possibilidade de ação de terceiros, que poderiam tê-lo induzido. Com laudos e quebras de sigilo não houve confirmação”, finalizou o coronel responsável pela investigação.

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