Renato Freitas teve sua candidatura para deputado estadual indeferida pela Justiça Eleitoral do Paraná nesta sexta-feira (16). O ex-vereador pelo Partido dos Trabalhadores (PT) foi cassado na Câmara Municipal Curitiba, por protestar contra o assassinato brutal de homens negros no Brasil.
A decisão da justiça do Paraná argumentou que o motivo do Renato estar inelegível foi por ter perdido o mandato. De modo que sua candidatura foi indeferida faltando apenas 16 dias para a eleição. Apesar disso, o registro de candidatura cabe recurso.

A defesa do ex-vereador alegou que ele foi vítima de perseguição política e racismo. Diante disso, Renato permanecerá como candidato até que seja emitida uma decisão no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e no Supremo Tribunal Federal (STF).
“É evidente que esse processo é ilegítimo, infundado e pautado no racismo estrutural e institucional, ação nacionalmente percebida como uma violência política e étnico-racial não apenas para Renato Freitas, mas para a população negra deste país”, declarou a defesa.
Entenda o caso de Renato Freitas
O político foi acusado de invadir a Igreja Nossa Senhora do Rosário dos Pretos, no entanto, a Arquidiocese de Curitiba se manifestou contra a cassação do petista. Apesar disso, o procedimento administrativo foi realizado.
Ao total foram 23 votos favoráveis para a perda de mandato do vereador, os políticos responsáveis pelos votos são dos seguintes partidos: PDT, PMB, MDB, Novo, Solidariedade, Pode, União, PSC, PP, Pros e Patriotas.
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Renato foi o primeiro vereador cassado pela Câmara Municipal de Curitiba. Em um comunicado a defesa dele disse que este processo está contaminado por inúmeras nulidades.
“Além disso, o próprio relatório que recomendou a cassação claramente afasta a íntegra das supostas infrações do vereador Renato Freitas, constatando absurdamente a quebra de decoro pelo fato do vereador, após o encerramento da missa, ter apenas se pronunciado em defesa de vidas negras dentro da igreja”, comentou a defesa.
Por fim, a candidatura de Renato Freitas para deputado federal depende do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e Supremo Tribunal Federal (STF). Em publicações nas mídias sociais o político continua ativo na sua campanha, inclusive denuncia a forma como a Câmara Municipal Curitiba está agindo com situação.