Repórter Diego Moraes fala sobre a cobertura das Olimpíadas em Tóquio e a vida de atleta

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Jornalista e atleta, Diego Moraes. Foto: arquivo pessoal

O repórter Diego Moraes, que também ficou conhecido como Diego San após apresentar uma série de 4 temporadas para o “Esporte Espetacular”, da TV Globo, inovou ao mostrar ao público a sua jornada como jornalista e atleta na busca por uma vaga olímpica. Ele não conseguiu uma lugar no “Time Brasil”, mas está em Tóquio para cobrir as Olimpíadas. O Notícia Preta conversou com o jornalista e karateca, de 33 anos, que falou sobre a cobertura das Olimpíadas de Tóquio 2020 e também sobre sua carreira e o amor pelo esporte.

Formado pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio) e karateca da seleção brasileira, Diego teve que parar os treinos, no interior do estado, para estudar na capital em 2006. Ele iniciou no Karatê aos 6 anos de idade e disputou seu primeiro campeonato internacional aos 10 anos. Diego foi 3 vezes campeão brasileiro, atualmente é o número 1 do ranking nacional de karatê e está entre os 80 melhores karatecas da lista mundial. 

Diego disputa campeonato. Foto: Além do Kiai

Moraes voltou aos tatames 11 anos depois para começar uma caminhada em busca da vaga olímpica no karatê, e com isso, teve que se dividir entre o esporte e o trabalho. “Eu adoro contar histórias e isso é o cotidiano do repórter. Estava na criação do Ubuntu Esporte Clube, junto com o Marcos Lucca Valentim, a Rafaela Seraphim, o Thales Ramos e o Pedro Moreno. Um projeto tão importante para casa e inédito, dando visibilidade e fazendo com que vozes negras sejam ecoadas dentro do esporte. A gente já teve participações como Djamila Ribeiro, Silvio Almeida e atletas como Fernanda Garay”, conta.

Leia também: Jornalista Diego Moraes é confirmado para cobrir as Olimpíadas de Tóquio

Diego foi um dos 16 repórteres convocados da Rede Globo para ir aos Jogos Olímpicos de Tóquio 2020, a primeira lista dos jornalistas continha cerca de 200 nomes, porém, devido a pandemia, foi reduzida. Destes 16, apenas ele e a jornalista Karine Alves são negros. “Somos poucos ainda com essa visibilidade em uma grande mídia, mas acredito que desde quando comecei a aparecer na reportagem, em março de 2016, a gente consegue ver mais pessoas pretas em frente às câmeras”, pontua.

Diego tenta conciliar vida de atleta e repórter. Foto: Divulgação

Diego conta que quer contar histórias diferentes, além das ligadas ao esporte, através de documentários e reportagens. “Tem muita coisa que eu não sei como vai ser pós olimpíada. Mas eu quero poder ter mais liberdade para criar e fazer narrativas, estou estudando para isso. Não quero continuar fazendo o que fazia antes da série Diego San. Aproveitar tudo que aprendi durante esse período e mudar a forma como conto histórias”, conclui o atleta e jornalista.

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