Projeto Okó: Maskulinidades Transatlânticas discute a construção da identidade masculina

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O projeto multiplataforma Okó: Maskulinidades Transatlânticas será lançado na próxima segunda-feira (28), data celebrativa do Dia Internacional do Orgulho LGBTQIA+. Com criação de Flip Couto e direção de Malu Avelar, a ação abordará questões sobre masculinidade, inclusive de homem trans, e utilizará do corpo como fonte para reflexão sobre a construção da identidade masculina. A exibição será via videoconferência pelo Zoom e ao mesmo tempo serão liberados o episódio do podcast Rádio Okó e revistas Okó Zine.

Flip Couto é criador do projeto – Foto: AfoP

As pessoas escolhidas para a primeira temporada do podcast vão provocar outros discursos, outras temporadas para falar desse corpo que transita da África para o Brasil. E dentro do Brasil, em todos esses processos vão criando outros mapas, vão criando várias relações. Relações tóxicas que agridem a comunidade, mas também tem muitas pessoas revertendo isso, revendo essas relações. E acho que esses nomes são potências que estão produzindo um conhecimento incrível”, conta Flip.

Gravado em três terminais de ônibus na capital paulista, Okó: Maskulinidades Transatlânticas seria feito em exposição nos espaços públicos de 10 locais, porém, devido a pandemia, ocorreram mudanças. Utilizando de elementos performáticos da cultura ballroom e do estilo musical hip hop, o trabalho traz o movimento, figurino, a música e a poesia como estéticas disparadoras de um universo imaginário, visual, subjetivo e relacional na urbanidade. As apresentações propõem reflexões sobre sexualidades, racialidade, pertencimentos, emoções, ancestralidades, corporeidade e tabus. Tendo também como influências os trabalhos de Beatriz Nascimento, Osmundo Pinho, Alex Ratts, Bell Hooks, Audre Lorde, Stuart Hall, entre outros.

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“Ocó” significa “Homem” em “Pajubá”, linguagem inspirada no idioma “Iorubá”. E é utilizada pelas comunidades LGBTQIA+ para se comunicar sem ser percebida em espaços públicos. Flip Couto desfila pela cidade com um corpo, se transformando em diálogo com as coreografias sociais presentes nos diferentes territórios por onde passa. Mapeando corpos encontrados nesses espaços públicos trazendo à tona subjetividades esquecidas nos trânsitos transatlânticos aumentando a ideia de masculinidade através de um olhar plural e diaspórico.

A Performance é realizada em espaços públicos, como praças e Metrô – Foto: AfoP

Entre os dias 28 de junho e 26 de julho, os temas abordados nas três plataformas do Okó: Maskulinidades Transatlânticas serão “Falocracia e as Falácias do Homem”, “Poéticas de um Corpo Negro Bixa”, “Ser Sapatão Preto”, “Trans masculinidades, Memória e Saúde mental”, afeto, prazer, cuidado, ancestralidade, entre outros e que serão publicados semanalmente, toda segunda-feira.

O podcast terá apresentação de Flip Couto e participação de Neon Cunha, Viny Rodrigues, Pedro Guimarães, Formigão e Caru de Paula. A revista Okó Zine terá 400 cópias com os textos e diagramação do zineiro e poeta Rudá Terra Boa, as ilustrações são da artista visual Guilhermina Giusti.

Os ingressos podem ser adquiridos, gratuitamente, no site do Sympla.

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