Prato feito ficou 23% mais caro, aponta estudo da FGV

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A Fundação Getúlio Vargas (FGV) divulgou nesta quarta-feira (28) um levantamento sobre o aumento no preço dos principais alimentos presentes no almoço tradicional brasileiro, o prato feito. Em um ano, o popularmente conhecido “PF”, ficou em média 23% mais caro em relação ao valor de 2020, segundo o cálculo da alta dos alimentos pelo país.

Os elementos do PF tiveram reajuste nos últimos 12 meses – Foto: Reprodução

Os principais elementos do PF, arroz e feijão, foram também os que tiveram maior acréscimo, superior a 60%. O arroz subiu 60,8% e o feijão preto, 69,1%, enquanto o feijão carioca subiu 20,3%. As proteínas tiveram o mesmo comportamento, as carnes bovinas tiveram um aumento de 27,2% e o frango, de 13,9%.

De acordo com o pesquisador da FGV, Matheus Peçanha, esse aumento é devido o valor do dólar “Esse movimento do câmbio induz um aumento nas exportações, sobretudo dos cereais e das carnes, favorecendo a redução da oferta interna e pressionando os preços”, afirmou.

O estudo divulgado examinou os dez principais alimentos do prato feito e se baseia nas médias do Índice do Preço ao Consumidor Amplo (IPCA). Muitos outros alimentos apresentam alta nos preços, como a cebola, com o acréscimo de 41,1%, a batata inglesa, 19,4%, e os ovos, 10%. Somente o tomate teve diminuição no valor, que ficou 24,6% mais barato. Esse aumento nos valores durante a pandemia vem causando insegurança alimentar na população brasileira, que, por conta da crise, cada vez menos tem acesso a alimentação.

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