Pantanal registra recorde histórico de queimadas no 1º semestre de 2024

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O Pantanal enfrenta uma crise ambiental preocupante antes mesmo do final de junho. Até segunda-feira (24), o número de queimadas registrado nos primeiros seis meses de 2024 já é o maior da história, segundo dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). Até então foram contabilizados 3.372 focos de incêndio, superando os 2.534 registros de 2020, até então o pior semestre.

Com isso o governo do Mato Grosso do Sul declarou situação de emergência nos municípios afetados pelos incêndios, visando facilitar a obtenção de recursos para o combate às chamas. O decreto tem validade de 180 dias e busca conter o avanço das queimadas no bioma.

Conforme os dados do Laboratório de Aplicações de Satélites Ambientais (Lasa) da Universidade Federal do Rio de Janeiro, as chamas já consumiram 627 mil hectares do Pantanal desde janeiro deste ano. O Ministério do Meio Ambiente, sob a liderança da ministra Marina Silva, declarou estado de emergência ambiental em abril devido ao risco de incêndios.

Incêndio no Pantanal tem recorde desde que o Inpe monitora o bioma desde junho de 1998 /Foto: Joédson Alves/Agência Brasil

Pela primeira vez, houve um plano de enfrentamento a incêndio no Pantanal. Nós fazemos política pública com base em evidência. Já sabíamos que este ano seria severo”, disse Marina Silva, que alertou que essa é uma das piores situações vistos no Pantanal.

Além das mudanças climáticas, as queimadas no Pantanal também estão associadas à ação humana no Cerrado, devido à interconexão entre os biomas. O desmatamento no Cerrado do Planalto, onde estão as cabeceiras dos rios que abastecem a Planície Pantaneira, contribui para a seca extrema no Pantanal.

A ministra do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet ( MDB), declarou após uma reunião na sala de crise sobre os incêndios, que o governo fará os investimentos necessários para combater os focos de incêndio no Pantanal. Ao todo, 19 ministérios estão envolvidos nas ações contra o desmatamento, incêndios e seca.

“Iremos gastar o necessário para combater os focos de incêndio. Sabemos que será um gasto infinitamente menor que o que está sendo gasto agora no Rio Grande do Sul, mas precisamos da conscientização da população sobre o que está acontecendo”, afirmou Tebet.

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