Pandemia deixa 45 milhões de pessoas com escassez de alimentos em 13 países da África

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Covid-19 afeta a economia, limita a produção e a distribuição de mercadorias e contribui para diminuir a capacidade dos sul-africanos de comprar alimentos.

Situação alimentar é precária no sul do continente africano (Foto: AFP/N. Dennis)

Por Victória Henrique

São cerca de 45 milhões de pessoas de áreas urbanas e rurais de 13 países do sul da África sem acesso à alimentação – número que corresponde a quase 8 vezes a população da cidade do Rio de Janeiro. Esses dados foram divulgados na última terça-feira (28) no relatório da Comunidade para o Desenvolvimento da África Austral (SADC). Entre os impactos da pandemia do novo coronavírus, estão as inseguranças alimentar e nutricional, que é quando há escassez de alimentos. Nos ambientes rurais da parte sul do continente africano, estima-se que o pico de insegurança alimentar aconteça entre novembro deste ano e janeiro de 2021.

Os 13 países que possuem uma alta na quantidade de pessoas em situações mais críticas são: República Democrática do Congo, África do Sul, Zimbábue, Zâmbia, Moçambique, Angola, Maláui, Tanzânia, Masagascar, Lesoto, Namíbia, Eswatini e Botsuana. Em comparação ao mesmo período de 2019, houve um aumento de 10% na indisponibilidade de alimentos em 2020. São 34 milhões de pessoas submetidas a situações de falta de alimentos somente em áreas urbanas.

Com a expansão da Covid-19 pelo continente africano, a África do Sul já é o quinto país do mundo com mais infectados pela doença, com 480 mil casos. Diante desse contexto, países membros do SADC constroem estratégias para a diminuição e a desaceleração das consequências geradas pelo vírus.

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