Orla Rio diz que PM dono do quiosque onde Moïse trabalhou era “ocupante irregular”

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Na última quinta-feira (3), a concessionária Orla Rio afirmou que considera o policial militar Alauir Mattos de Faria como ocupante irregular do quiosque Biruta, onde o congolês Moïse Kabagambe trabalhou pela última vez, mas acabou sendo morto no Tropicália, quiosque vizinho. Alauir é conhecido como dono do quiosque.

Moïse foi assassinado no dia 24 de janeiro, na Barra da Tijuca – Foto: Reprodução Facebook

O militar foi ouvido na Delegacia de Homicídios, na investigação que apura o assassinato do congolês. Segundo a defesa, a irmã do militar, Viviane, é a dona do estabelecimento e Alauir costuma frequentar o local para auxiliá-la e ficou conhecido como dono por sempre estar por lá. Ainda de acordo com Lennon Corrêa, advogado que representa os irmãos, a defesa não sabe da informação da Orla Rio que Alauir é ocupante irregular do quiosque. “Oficialmente, o quiosque está em nome de um homem chamado Celso Carnaval. O que consta no CNPJ é o nome do senhor Celso”, disse o advogado em entrevista ao G1.

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De acordo com a concessionária, existe um processo na justiça de reintegração de posse contra o militar, desde julho de 2021. “Um dos fatos que motivaram a abertura de processo judicial contra o ex-operador Celso Carnaval para reintegração de posse do quiosque é a ocupação do local pelo PM”, afirmou a
Orla Rio em nota.

“A concessionária explica que o contrato para operação do Biruta foi celebrado com Celso Carnaval, que, sem o consentimento da empresa, entregou a operação do quiosque a Alauir. A Orla Rio informa que notificou o ex-operador algumas vezes por conta dessa e de outras irregularidades que estavam sendo cometidas, mas como o mesmo não as sanou, rescindiu o contrato e entrou com uma ação judicial para reintegração de posse”, completa a nota da Orla Rio.

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