No Ceará, adolescentes são resgatados de trabalho em andaime ‘nas piores condições possíveis’

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Três adolescentes trabalhando em uma obra irregular de construção de uma escola no município de São Benedito, a 360 km de Fortaleza, foram resgatados por auditores do Ministério do Trabalho. Além dos jovens, outros 15 trabalhadores atuavam sem nenhum registro.

Segundo o chefe da fiscalização do trabalho da superintendência regional do Trabalho no Ceará, Daniel Arêa, os adolescentes foram vistos em um andaime “nas piores condições possíveis”.

“Esses três adolescentes foram flagrados trabalhando em um andaime de cinco metros de altura em uma construção civil de escola municipal. Foi verificado que esses trabalhadores estavam em situação de piores formas de trabalho infantil. A área da construção civil é um dos ambientes de trabalho com maior risco. Risco de choque elétrico, queda em altura, explosão, soterramento. É o local onde há mais acidentes fatais no Brasil”

“Os adolescentes foram fichados colocados todos os seus dados e encaminhados para os órgãos de proteção aos adolescentes. Jovens do programa de aprendizagem inseridos por meio da própria fiscalização do trabalho.”

Daniel Arêa afirmou ainda que entre janeiro e outubro foram registrados 149 casos de trabalho infantil e a maioria delas “nas piores formas possíveis”.

O trabalho infantil é toda forma de trabalho realizado por crianças e adolescentes abaixo da idade mínima permitida. De acordo com a legislação brasileira, o trabalho é proibido para quem ainda não completou 16 anos, como regra geral.

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1 Comment

  • Paulo Celestino

    (06/11/2021 - 13:13)

    Esse Daniel arêa é um cara que mente em suas publicações… E quer ganhar fama ao mostra esses tipo de reportagem.
    Observação… Instituído em 2016 na Assembleia Legislativa do Ceará, o Comitê Cearense pela Prevenção de Homicídios na Adolescência (CCPHA) liderou uma pesquisa de campo – em parceria com Governo do Estado, Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) e instituições do poder público e da sociedade civil – que mapeou as famílias que tiveram adolescentes assassinados em 2015 em sete cidades cearenses: Fortaleza, Juazeiro do Norte, Sobral, Maracanaú, Caucaia, Horizonte e Eusébio.

    Foram ouvidas 224 famílias de adolescentes assassinados. Em 2015, 816 meninos e meninas de 10 a 19 anos foram mortos no território cearense, sendo 387 apenas na capital Fortaleza, segundo a Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social. A pesquisa mais abrangente feita no Ceará sobre homicídios na adolescência reuniu 24 profissionais e resultou no relatório “Cada Vida Importa”, assinado pelo deputado estadual Renato Roseno, relator do Comitê.

    Após a apresentação do relatório, a permanência do Comitê Cearense pela Prevenção de Homicídios na Adolescência foi prorrogada por mais dois anos. Agora, na segunda fase de atuação do colegiado, o trabalho está centrado no acompanhamento das recomendações pra reduzir a violência letal contra meninos e meninas de 10 a 19 anos. Nos últimos meses, a equipe que integra o Comitê se reuniu com os prefeitos das cidades onde a pesquisa foi realizada para apresentar o conjunto de recomendações aos municípios para reduzir o alarmante índice de mortes de adolescentes. Fortaleza e Ceará lideram, hoje, o ranking do Índice de Homicídios na Adolescência (IHA).

    Diante da gravidade da situação que vivemos hoje, o CCPHA tem dialogado com diversos setores da sociedade, entendendo que esse problema só será superado se houver ampla mobilização de sociedade civil, entidades religiosas, empresas privadas, organizações de defesa da criança e do adolescente e poder público.

    Agora veja se o jovem não trabalha o tempo dele ficar ocioso e passaram a cometer certos delitos e a culpa não é da sociedade mas dos poderes legislativos e poderes como próprio ministério do trabalho.
    Quer dizer que o pai pode deixar o filho usa droga matar o bar mas não pode levar o filho para o ajudar em uma atividade.
    Parabéns Daniel Aires pelo seu belíssimo e imundo trabalho de tirar os jovens do trabalho e levar de volta para a criminalidade.

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