No Brasil, calor matou mais que deslizamentos de terra, diz estudo

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De acordo com um estudo publicado por 12 pesquisadores de universidades e instituições brasileiras e portuguesas, como a Universidade de Lisboa e a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), no Brasil, o calor matou mais pessoas que os deslizamentos de terra. A publicação foi feita na última quarta-feira (24), no periódico científico Plos One.

Foram analisadas 14 áreas metropolitanas mais populosas do país, em todas as regiões, onde vivem 74 milhões de brasileiros, cerca de 35% da população nacional. Os dados de cidades como Manaus e Belém, Fortaleza e Salvador, São Paulo e Rio de Janeiro, Curitiba e Florianópolis, e as regiões metropolitanas de Goiânia e Cuiabá, foram analisados.

O ano de 2023 foi um dos mais quentes dos últimos anos/ Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

Recife, Belo Horizonte, Porto Alegre e o Distrito Federal também foram analisados pela pesquisa, que também revelou o perfil das vítimas do calor extremo: primeiros os idosos, e depois as mulheres, além de pessoas pardas, pretas e menos escolarizadas.

O estudo, que verificou as mortes durante as ondas extremas de calor no Brasil, revela que em torno de 48 mil brasileiros acabaram morrendo por consequência de ondas de calor, entre 2000 e 2018. Os motivos das mortes foram: problemas circulatórios, doenças respiratórias e condições crônicas agravadas pela alta temperatura.

A comparação das mortes pelo calor, com as mortes por deslizamento foi feita com base em um estudo do Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT), de 2023, que afirma que de 1988 a 2022, foram registradas cerca de 4,1 mil mortes de brasileiros por deslizamentos, em 269 municípios de 16 Estados.

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Bárbara Souza

Bárbara Souza

Formada em Jornalismo em 2021, atualmente trabalha como Editora no jornal Notícia Preta, onde começou como colaboradora voluntária em 2022. Carioca da gema, criada no interior do Rio, acredita em uma comunicação acessível e antirracista.

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