“Não vou me desculpar pelo meu cabelo”: Tenista top 3 do mundo se defende de ofensas racistas

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Após ser alvo de comentários racistas nas redes sociais, a tenista Coco Gauff, número 3 do mundo, respondeu publicamente às críticas e defendeu a valorização da estética negra. Os ataques ocorreram depois da divulgação de um ensaio fotográfico em que a atleta aparece com cabelo natural e pouca maquiagem.

A repercussão negativa se concentrou principalmente na aparência da jogadora, especialmente no cabelo crespo. Diante disso, Gauff publicou um vídeo em que rebateu as críticas e incentivou outras pessoas a se expressarem livremente.

A tenista afirmou que evita alisar o cabelo por conta dos danos que o processo pode causar e explicou que, por conta da rotina esportiva, costuma mantê-lo preso. “Não gosto de usar meu cabelo muito liso, porque isso o danifica. Jogo tênis e, na maioria das vezes, uso o cabelo preso em um coque. Meu cabelo é crespo e isso não é bom para ele. Não vou me desculpar pela aparência do meu cabelo.”

A tenista Coco Gauff, número 3 do mundo, respondeu publicamente às críticas e defendeu a valorização da estética negra – Foto: Reprodução Instagram.

Ela também destacou a importância de representatividade para outras jovens. “Se você quer alisar o cabelo, alise-o. Se quiser fazer permanente, faça. Se você quer usar o cabelo afro, use-o. Se você quer usar tranças, use. Mulheres negras são lindas. Cabelo crespo é lindo.”

Gauff relatou que chegou a se afastar das redes sociais após a repercussão, mas decidiu retornar para responder às mensagens e reforçar sua posição. A atleta afirmou que quer incentivar outras pessoas a não se sentirem pressionadas a seguir padrões estéticos.

O ensaio foi produzido para uma marca de moda e tinha como proposta valorizar uma estética mais natural. A própria jogadora participou da concepção das imagens junto à sua equipe.

A tenista também destacou que pretende seguir mantendo sua identidade, mesmo diante das críticas.

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Thayan Mina

Thayan Mina

Jornalista pela Faculdade de Comunicação (FCS) da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj). Atualmente mestrando pelo PPGCOM da Escola de Comunicação (ECO) da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). É músico e sambista.

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