Mulheres empreendedoras recebem 24% a menos que os homens no Brasil, aponta dados do SEBRAE

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Uma pesquisa do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (SEBRAE), divulgada na última semana, revela que as mulheres mesmo com mais escolaridade, possuem renda menor em relação aos homens à frente de um negócio. No último trimestre de 2024 a renda média das mulheres empreendedoras foi de R$ 2.867, que equivale a 24,4% a menos que os homens.

Os dados apontam que 72,4% das mulheres empreendedoras têm ensino médio completo ou mais, e o ensino superior já é realidade para 29% das mulheres. Mesmo com uma maior qualificação, isso não significa que recebem mais.

O número de mulheres que são chefes de negócios e também chefes de domicilio subiu nos últimos anos, chegando a mais da metade de (52,3%) do total de empreendedoras/ Foto: Pexels

Um dos fatores apontados como principal motivo dessa disparidade é a dupla jornada de trabalho, a rotina doméstica que é imposta sobre a mulher, que acaba que limita o potencial dessas mulheres e impacta negativamente na dedicação das mulheres aos seus negócios.

O “trabalho invisível” é o chamado ‘trabalho não remunerado’, ou ‘trabalho não visto’, que envolve os afazeres domésticos, cuidados com os filhos e muitas vezes com os idosos, possivelmente também explica outra dado destacado pelo estudo: as mulheres empreendedoras dedicam apenas 35 horas, um número constante, em contraste com os homens que tem uma média maior de 41 horas.

Uma outra pesquisa realizada pela plataforma MaisMei, aponta que 44% dos Microempreendedores Individuais (MEIs) são mulheres. Apesar disso, a desigualdade de gênero no mercado de trabalho permanece indicando que somente 16,3% das mulheres recebem acima de 4 mil, ao mesmo tempo que entre os homens esse percentual chega a 33,10%. A pesquisa ainda mostra que a maior parte das empreendedoras individuais são mulheres negras (53,9%). 

Atualmente no Brasil há 10,4 milhões de mulheres empreendedoras, o número representa um crescimento de aproximadamente 42% no período de 2012 e 2024. 

Leia também: 80% das mulheres do Rio de Janeiro abriram negócios para cuidar dos filhos, aponta Sebrae

Maria Eugênia Melo

Maria Eugênia Melo

Nortista, de Palmas capital do Tocantins. Formada em Jornalismo pela Universidade Federal do Tocantins.

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