MP Militar pede soltura de militares que fuzilaram com 80 tiros carro de músico no Rio

O Ministério Público Militar (MPM) pediu à Justiça a soltura dos nove militares acusados do fuzilamento do músico Evaldo Rosa e do catador Luciano Macedo, em Guadalupe, na Zona Norte do Rio. O pedido faz parte de um habeas corpus impetrado pela defesa dos presos. Segundo informações obtidas com exclusividade pelo Jornal Extra, o parecer do subprocurador-geral da Justiça Militar Carlos Frederico de Oliveira Pereira, do último dia 23 de abril, “não subsiste o risco à disciplina militar” da parte dos acusados.

No documento o subprocurador afirma que não houve descumprimento das regras de engajamento — normas sobre uso da força por militares — pois, “o homicídio aconteceu quando tentavam salvar um civil da prática de um crime de roubo”.

O argumento de “quebra de regras de engajamento”, que significa que os militares atiraram sem que houvesse ameaça,  foi justamente o utilizado pela juíza Mariana Queiroz Aquino Campos, da 1ª Auditoria Militar do Rio, quando determinou que os nove militares permanecessem presos.

Carro de Evaldo fuzilado com mais de 80 tiros

O relator do habeas corpus, ministro Lúcio Mário de Barros Góes, levará o caso ao plenário do Superior Tribunal Militar (STM) ainda esta semana.

Estão presos o tenente Ítalo da Silva Nunes Romualdo, o sargento Fábio Henrique Souza Braz da Silva e soldados Gabriel Christian Honorato, Matheus Santanna Claudino, Marlon Conceição da Silva, João Lucas da Costa Gonçalo, Leonardo Oliveira de Souza, Gabriel da Silva de Barros Lins e Vítor Borges de Oliveira. Todos os militares são lotados no 1º Batalhão de Infantaria Motorizado, na Vila Militar..

Os nove militares atualmente presos vão responder pelos homicídios das duas vítimas, Evaldo e o catador Luciano Macedo, de 27 anos, que tentou ajudar as vítimas, foi baleado e morreu dias depois no hospital após não resistir aos ferimentos. Eles também respondem  pelas tentativas de homicídio contra os quatro parentes de Evaldo que estavam no carro. A denúncia ainda será apresentada à Justiça pelo MPM.

Em seus depoimentos, todos os militares afirmaram que ‘confundiram’ o carro do médico com um outro veículo cujos ocupantes haviam trocado tiros com os agentes na manhã do mesmo dia.

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