O presidente da Liga Independente das Escolas de Samba, Gabriel David, afirmou que “talvez não tenha nenhuma mulher tão relevante midiaticamente nesse momento no Brasil como a Virgínia”, ao comentar a escolha da influenciadora Virginia Fonseca como rainha de bateria da Acadêmicos do Grande Rio.
A declaração foi dada em entrevista à revista Veja, na qual o dirigente defendeu a tradição da escola em escolher figuras de grande visibilidade pública para o posto. Segundo ele, eventos de grande repercussão, como a final da Copa do Mundo ou a Fórmula 1, também atraem pessoas que não necessariamente dominam o tema, mas que ocupam espaço pela projeção midiática.

A presença de Virgínia no cargo tem sido um dos assuntos mais comentados do pré-Carnaval 2026. Nos últimos dias, a influenciadora voltou ao centro das atenções após especulações sobre gravidez, negadas por ela em entrevista ao UOL. Também repercutiu sua participação no Domingão com Huck, na TV Globo, após quatro anos longe da emissora.
O debate ocorre em um contexto mais amplo sobre o papel das rainhas de bateria e os critérios de escolha. Para o Carnaval 2026, cinco das 12 escolas do Grupo Especial do Rio terão mulheres negras à frente das baterias, segundo levantamento do perfil RioOnWatch. Entre os nomes estão Evelyn Bastos, da Estação Primeira de Mangueira, Bianca Monteiro, da Portela, Mayara Lima, do Paraíso do Tuiuti, Lorena Raissa, da Beija-Flor, e Iza, da Imperatriz Leopoldinense.
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As rainhas de bateria surgiram nos anos 1970, consolidando-se na década seguinte como símbolo de carisma e liderança à frente dos ritmistas. A pioneira foi Eloína dos Leopardos, na Beija-Flor, em 1976. A partir dos anos 1980, o posto passou a atrair celebridades, ampliando a exposição midiática das escolas.
A escolha de rainhas de bateria tem alternado, ao longo das décadas, entre integrantes oriundas das comunidades e figuras com projeção nacional. No Carnaval de 2026, 42% das rainhas do Grupo Especial são mulheres negras, segundo levantamento do perfil RioOnWatch. A discussão sobre critérios de escolha, visibilidade midiática e tradição comunitária tem marcado o pré-Carnaval deste ano.









