Juíza nega pedido de prisão preventiva a homem branco que furtou bicicleta no Leblon

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A juíza Simone de Araújo Rolim, da 29ª Vara Criminal do Rio, negou o pedido de prisão preventiva de Igor Martins Pinheiro, de 22 anos, preso por furtar a bicicleta elétrica que gerou a falsa acusação contra o professor de surfe Matheus Ribeiro.

A juíza argumenta que o crime não foi praticado mediante violência ou grave ameaça e alega que o reconhecimento do rapaz foi feito por policiais civis, o que poderia gerar confusão já que os agentes investigam crimes parecidos. Igor tem 28 anotações criminais e 14 por furto de bicicleta. Segundo a magistrada, não há “indícios suficientes de autoria” ou “suporte probatório mínimo” para assegurar a conversão da prisão. 

O crime aconteceu no último sábado, no Leblon, na Zona Sul do Rio, quando os donos do equipamento, Mariana Spinelli e Tomás Oliveira acusaram o instrutor de surfe de pegar a bicicleta. O rapaz registrou uma ocorrência contra o casal por racismo. No entanto, o caso é tratado como calúnia pela 14ªDP (Leblon).

“O reconhecimento em questão foi feito por policial civil que investiga crimes da mesma natureza praticados no bairro, através de imagens captadas pelas câmeras de segurança de prédios vizinhos ao local em que a bicicleta se encontrava estacionada, ocorre que as imagens possuem baixa qualidade técnica e o suposto autor do fato aparece utilizando-se de máscara e óculos escuros, o que dificulta a fidelidade de sua identificação”, disse a magistrada em entrevista ao jornal O Dia.

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