F1 quer coibir protesto contra racismo após Lewis Hamilton usar camisa que pede justiça para Breonna Taylor

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Depois da onda black lives matter, a F1 busca coibir a continuidade dos protestos. Breonna foi assassinada por policiais em março

O atleta se ajoelhou com a camisa que pede justiça para a estadunidense assassinada. Foto: Twitter Hamilton

Depois da onda “Vidas Negras Importam” no mês de junho, parece que a Fórmula 1 (F1) não quer mais que a estrutura racista seja confrontada, pelo menos não no Grande Prêmio (GP). Após vencer o GP da Toscana no domingo (13), Lewis Hamilton fez um protesto pela morte de Breonna Taylor, assassinada a tiros por policiais há 6 meses.

A atitude incomodou a Federação Internacional de Automobilismo (FIA), reguladora da F1, que cogitou investigar se o ato não era político, que não é admitido pelo regulamento da competição e poderia gerar punição ao piloto. A camiseta que Hamilton usou dizia “Prendam os policiais que mataram Breonna Taylor” na parte da frente e atrás “diga o seu nome”. A estadunidense, de 26 anos, foi morta dentro de casa por policiais em 13 de março, na cidade de Louisville, a cidade mais populosa do estado de Kentucky.

No domingo, em entrevista à BBC, um porta-voz da FIA afirmou que o assunto estava “sob ativa consideração”, afirmando que a entidade é apolítica, assim a camiseta de Hamilton teria violado questões estatutárias da organização. No entanto, após a repercussão internacional, a FIA informou que Hamilton não será punido. Porém, a entidade avalia delimitar o que pilotos e equipem podem ou não fazer nos GP, tendo em vista que os estatutos da FIA não proíbem a expressão individual e as mensagens políticas são proibidas se estiverem afixadas ao carro.

O atleta também usou suas redes sociais para publicar as fotos da corrida e cobrar resposta as autoridades. Foto: Twitter

O piloto hexacampeão mundial e líder do atual campeonato utilizou os stories do Instagram nesta terça-feira (15) para dizer que não vai desistir e que podemos ajudar a tornar o mundo melhor para as gerações futuras. O texto foi repostado pela equipe do piloto, a Mercedes, como forma de apoio.

“Quero que saibam que não vou parar, não vou desistir, não vou desistir de usar esta plataforma para dar visibilidade para o que eu acredito ser certo. Quero agradecer a todos vocês que continuam a me apoiar e a demonstrar amor, e sou muito grato por isso. Mas esta é uma jornada até que todos nós nos unirmos para desafiar o mundo em todos os níveis de injustiça, não apenas racial. Podemos ajudar a tornar este mundo um lugar melhor para nossos filhos e para as gerações futuras”, escreveu Hamilton.

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