Expo Internacional da Consciência Negra de São Paulo promove resgate da história negra com debates, shows e exposições gratuitas

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De 20 a 22 de novembro acontece a 1ª Expo Internacional Dia da Consciência Negra de São Paulo. O evento promove um resgate da história brasileira em três dias de um evento com experiências multissensoriais. O evento reunirá especialistas e autoridades do Brasil e de outros países para conscientizar a população paulistana sobre a necessidade da pauta antirracista a em todas as esferas e da importância do combate ao racismo estrutural no país e na América Latina.

Secretária Marta Suplicy e Assessora Especial Adriana Vasconcelos visitando os espaços da Expo

A Expo acontece no pavilhão de exposições do Anhembi e deve receber aproximadamente 5 mil pessoas por dia, segundo estimativa da Secretaria Municipal de Relações Internacionais (SMRI), pasta responsável pelo evento. O objetivo do evento é ressaltar o protagonismo da população negra e as lutas travadas ao longo do tempo pela emancipação e liberdade plenas, além de sensibilizar toda a população sobre os impactos da herança escravocrata que ainda permanece na sociedade atual.

A 1ª Expo Internacional Dia da Consciência Negra de São Paulo promete fazer que público fazer uma viagem na história: “Ao chegar o público se depara com um baobá gigante. A copa do Baobá é o rosto de uma mulher negra e o que seria o tronco é uma cabaça. Cabaça é o útero. Então você vai passar por aí para chegar ao evento. Esse é o início da humanidade“, explica Adriana Vasconcelos, idealizadora do evento e assessora especial de Relaçōes Internacionais da Prefeitura de São Paulo.

Passado, presente e futuro

Toda a idealização do evento foi traduzida em espaços desenhados pelo carnavalesco André Rodrigues e fará um resgate da história da raça negra reunindo passado, presente e futuro com instalações que ocuparão uma área de 10 mil metros quadrados do Pavilhão 10 do Anhembi.

“A grande provocação da Expo é a realização de um evento desse tamanho, com uma cenografia desse tamanho, feito exclusivamente para gente preta nesse país”, comenta o carnavalesco.

Nesse espaço terá cinco alamedas temáticas, com atividades, atrações e debates que sobre educação, saúde, mulher negra, cultura e empreendedorismo e tecnologia, distribuídas em grandes alamedas tecnológicas com elementos do carnaval brasileiro.

“Minha expectativa é a transformação, porque mesmo que a pessoa vá e pense ‘não foi bem assim’, minimamente ela parou para pensar. Então, essa experiência já a transformou. É um convite para que as pessoas entendam que não existe uma sociedade saudável, que tenha desenvolvimento econômico e seja realmente democrática sem combater o racismo”, defende a idealizadora e assessora especial da secretaria de Relações Internacionais, Adriana Vasconcellos.

Educar para transformar

A exposição também terá um forte apelo educativo. Um dos dias será destinado exclusivamente à visita de estudantes. Organizada pela Secretaria de Relações Internacionais da Prefeitura de São Paulo com execução da SpTuris, integra o projeto São Paulo Farol de Combate ao Racismo Estrutural, que, em parceria com a Secretaria Municipal de Educação, visa o combate ao preconceito racial desde a primeira infância, com foco na capacitação de professores da rede pública.

“Como professora, uma das minhas maiores preocupações é o fato de a Lei 10.639/2003 não estar dentro das escolas. Há um desconhecimento por parte dos professores em relação à aplicação dela. Então, a gente precisava de algo que marcasse a cidade, a partir dessa ideia de São Paulo ser o farol de combate ao racismo estrutural. Um evento que tenha desdobramentos para a educação e para políticas públicas”, comenta Adriana, também professora.

O evento oferecerá ao visitante apresentações e palestras de personalidades estrangeiras, entre diversas atividades culturais. Contará com áreas de entretenimento, incluindo o público infantil, e uma feira de produtos e artesanatos derivados da cultura africana. Promoverá, ainda, a visibilidade de países africanos como possíveis parceiros econômicos.

Farol de Combate ao Racismo

O São Paulo Farol de Combate ao Racismo Estrutural é uma parceria das secretarias municipais de Relações Internacionais (SMRI) com a de Educação (SME) e tem como objetivo combater o racismo estrutural na sociedade a partir da educação e incidir na formação das próximas gerações. Haverá formação de professores para a implantação da política pública, que envolverá ações em calendário crescente com todos os órgãos da administração municipal.

Segundo a secretária de Internacionais, Marta Suplicy, tanto o prefeito Bruno Covas como Ricardo Nunes, abraçaram a proposta e possibilitaram o lançamento do “Farol”. “É uma política de Estado. Se quisermos acabar com racismo, o caminho será pela educação e pela conscientização”, afirma a secretária.

Serviço:

Quando: 20 e 21 de novembro para o público, e 22 de novembro exclusivo para visitações escolares.

Onde: Pavilhão 10 do Anhembi (Av. Olavo Fontoura, 1.209, Santana, São Paulo)

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