O Instituto Criar abriu inscrições para um projeto que vai apoiar jovens da periferia da Grande São Paulo na produção de curtas-metragens com foco em impacto social. A iniciativa prevê formação profissional, mentoria e financiamento para produções autorais.
Realizado em parceria com a UNESCO, por meio do Fundo Internacional para a Diversidade Cultural, o projeto vai selecionar três propostas, com apoio de R$ 60 mil para cada uma.
O edital é voltado para pessoas de 18 a 35 anos, incluindo mulheres cis, mulheres trans, travestis, homens trans e pessoas não binárias, desde que sejam de territórios periféricos da região metropolitana de São Paulo.

Além do recurso financeiro, os selecionados participarão de um laboratório de desenvolvimento de projetos e terão acompanhamento de profissionais do setor audiovisual durante todas as etapas de produção.
A proposta é fortalecer a presença de realizadores periféricos em um mercado historicamente marcado por desigualdades de acesso e representação.
Segundo Priscila Machado, codiretora executiva do Instituto Criar, a iniciativa busca ampliar oportunidades para quem está fora dos grandes centros de produção. “Nosso objetivo é fortalecer as narrativas da juventude periférica e ampliar a visibilidade dessas histórias no audiovisual brasileiro”, afirmou.
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Durante o processo, os participantes também terão acesso a equipamentos e estrutura de edição por meio da Usina Criar, o que reduz uma das principais barreiras para quem tenta produzir conteúdo independente.
Para Anna Carl Lucchese, coordenadora do projeto, o impacto vai além do financiamento. “Queremos apoiar esses realizadores em todo o percurso, promovendo trocas com profissionais do mercado e fortalecendo redes de colaboração”, disse.
As inscrições vão até 17 de abril e o regulamento está disponível no site do Instituto Criar. A iniciativa integra ações internacionais de incentivo à diversidade cultural e ao fortalecimento de novas vozes no audiovisual.









