Delegado que esteve na operação que matou o menino João Pedro é o responsável pela investigação do caso

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Por Victoria Henrique

O delegado, Allan Duarte, que investiga a morte do menino João Pedro, de 14 anos, assassinado dentro de casa, no Complexo do Salgueiro, em São Gonçalo (RJ), fez parte da operação da Polícia Federal e da Civil que culminou na morte do jovem, segundo informou o jornal Extra.

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No dia 18 de maio, a invasão da casa onde João Pedro estava com o seus primos e amigos por três agentes da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core) que atiraram em direção ao local resultou na morte do adolescente. Apesar de Duarte ter feito parte do grupo de policiais que entrou na favela dentro de um carro blindado da Core, Coordenadoria de Recursos Especiais da Polícia Civil, o delegado está à frente da apuração do caso. A defesa da família de João Pedro se posicionou diante da situação e afirmou que a investigação deve ser realizada por um órgão independente, e não por partes que estiveram envolvidas na ação.

João Pedro, de 14 anos, foi assassinado numa operação policial (Foto: Reprodução / Internet)

Allan Duarte é titular da Delegacia de Homicídios de Niterói, São Gonçalo e Itaboraí (DHNSGI). A afirmação de que ele esteve no Complexo do Salgueiro no dia do crime foi de Sérgio Sahione, que pediu demissão da Coordenadoria de Recursos Especiais. De acordo com o depoimento dado por Sahione, foi Duarte, após chegar na cena do crime, o responsável por solicitar um helicóptero da Core que o levou junto com os outros policiais, hoje investigados, à Delegacia de Homicídios para prestarem depoimentos.

Os três agentes que estão sendo acusados – Mauro José Gonçalves, Maxwell Gomes Pereira e Fernando de Brito Meister – declararam que atiraram em direção à casa de João Pedro por terem visto homens armados correndo e que posteriormente entraram na casa onde estava o adolescente. No entanto, amigos de João Pedro discordam e afirmam que não havia pessoas com armamento no local. Em depoimento ao Ministério Público (MP), um dos meninos disse que a todo momento os jovens que estavam na casa eram questionados pelos policiais sobre o local que estaria escondida a suposta “droga”, que nunca foi encontrada.

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