Crivella, ex prefeito do Rio, pede ao STF permissão para sair do país para ser embaixador na África do Sul

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Os advogados do ex-prefeito do Rio de Janeiro, Marcelo Crivella, solicitaram ao Supremo Tribunal Federal (STF) a devolução do passaporte para que ele possa se ausentar do país. A alegação por parte da defesa de Crivell é que a retenção do passaporte do ex-prefeito tem comprometido “o desenvolvimento de sua vida profissional”. O pedido foi formalizado nesta segunda-feira (28).

A defesa do ex-prefeito do Rio de Janeiro, Marcelo Crivella alega que ele tem sido prejudicado – Foto: Agência Brasil

Crivella está impedido de sair do país por força de uma medida cautelar em decorrência do processo que é acusado de chefiar o “QG da Propina”, esquema que teria movimentado pelo menos R$53 milhões. Em 2020, a nove dias de deixar o cargo de prefeito, Crivella chegou a ser preso, no dia 22 de dezembro, e encaminhado ao presídio de Benfica. Contudo, no mesmo dia, foi concedida a prisão domiciliar pelo então presidente do Superior Tribunal de Justiça (STJ), Humberto Martins.

Dois meses depois, em fevereiro de 2021, o ministro do Supremo Gilmar Mendes, revogou a prisão domiciliar de Marcelo Crivella, com a condição de que ele não deixasse o país e reteve o passaporte do ex-prefeito. Decisão que a defesa do político, que também é bispo da Igreja Universal do Reino de Deus, solicita que seja revogada. O pedido deve ser analisado também pelo ministro Gilmar Mendes

Indicação de Crivella para embaixador na África do Sul

O convite para que Marcelo Crivella assumisse o cargo de embaixador na África do Sul foi feito pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido), em junho. O Itamaraty enviou ao governo sul-africano um pedido de agrément, que é um documento em que o governo brasileiro expressa a intenção de indicar um nome como embaixador e questiona se há alguma restrição.

O convite foi feito no contexto da crise vivida pela Igreja Universal do Reino de Deus no continente africano. Em Angola, integrantes da Universal expulsaram pastores brasileiros e divulgaram um manifesto relatando que o comando geral da Universal realizava práticas de lavagem de dinheiro, sonegação de impostos e racismo.

O bispo Edir Macedo, fundador e líder da Universal, que também é tio de Crivella, chegou a reclamar na época da falta de apoio do Itamaraty em relação à crise da igreja vivenciada em Angola. 

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