Contra o racismo e o trânsito, coletivo reúne pessoas negras para andar de bicicleta em Porto Alegre

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Para esse grupo, andar de bicicleta também é uma forma de protesto contra o racismo. Foto: Pedalada Black/Divulgação 

A bicicleta é um dos meios de transportes mais utilizados pelas ruas do mundo. E em Porto Alegre, o coletivo Pedalada Black também enxerga ela como uma forma de protesto contra o vento, trânsito e, claro, o racismo. Idealizado pelos amigos Jean Luiz e Jeferson Farias e inspirado no Giro Preto de São Paulo, o grupo reúne pessoas negras mensalmente para pedalar pelas avenidas da capital do Rio Grande do Sul.

De acordo com Jeferson, a ação é essencial pois uma boa qualidade de vida está interligada ao acesso e a prática de atividades físicas que relacionam a cultura e o bem-estar. Para ele, é essencial que o Estado vise políticas públicas que descentralizem os pontos destes exercícios. “Com poucas opções de lazer e cultura e menos ainda que sejam gratuitas, o lazer da cidade é para uma camada específica da população da cidade. Por exemplo, é para aqueles que têm dinheiro para levar toda a família no cinema do shopping sem prejudicar todo o orçamento do mês”, afirma. 

Com o aumento de ciclistas em Porto Alegre, a segurança enquanto pedala pela cidade é uma das pautas frequentes para os participantes. Cleverton Borges explica que para cuidar do bem-estar do grupo, o Pedala Black costuma seguir rotas comuns pelo número de pessoas pedalando. 

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Ariel Freitas

Jornalista, escritor, rapper e ativista. Criado nos becos estreitos da Vila Estrutural e pelas esquinas do Morro Santana, ambos localizados na zona norte de Porto Alegre. Aos 16 anos, Ariel Freitas era campeão de freestyle na maior batalha do estado do Rio Grande do Sul, a famosa Batalha do Mercado. Atualmente, Ariel Freitas escreve sobre os impactos do racismo na Capital da desigualdade racial. Uma Porto nem tão Alegre assim.

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