Clube da Preta: A primeira fashion box de moda Afro

O movimento crescente de assumir o cabelo natural ou com tranças e dreads está fazendo com que muitas pessoas comecem a olhar para o guarda-roupa e perceber que as peças não representam a identidade atual delas. Mas é muito difícil e caro encontrar roupas e acessórios com personalidade se você não mora nos grandes centros urbanos. Pensando nisso, Bruno Brigida e Débora Luz criaram o Clube da Preta, uma fashion box voltada para itens produzidos por afro empreendedores.

“A gente quer levar para o cliente roupas que são feitas por empreendedores da periferia, que têm uma criatividade fora do que é visto no mercado. É um pouco do que tem numa Renner ou Riachuelo, mas com cortes e estilos diferentes. A proposta também é levar para os assinantes algo que só chegará às grandes marcas mais tarde, porque muito do que se vê nas araras nasceu na periferia antes, que tem essa pegada de moda intuitiva”, explica Bruno, CEO da empresa.

Apesar do nome, ele deixa claro que pessoas de todos os tons de pele podem participar do clube.

“Estamos abertos para todos os públicos, mas o nosso foco está voltado para as meninas e meninos negros, que se sentem rebaixados por irem a lugares e não se sentirem à vontade nem representados”, define o administrador e estudante de Jornalismo.

Bruno Brigida, CEO do Clube da Preta

Lançado no dia 1º de agosto de 2017, o Clube da Preta começou com nove parceiros: quatro marcas de roupas, três de acessórios e dois de serviços. Atualmente, há duas modalidades de assinaturas: Soul Look Básico, que custa R$ 79,90 por mês, e Soul Look Fashion, no valor de R$ 159,90 por mês.

“As marcas que estão fazendo parte hoje da nossa empresa possuem perfis bem distintos. Para identificarmos o público e escolhermos as peças mais adequadas, a pessoa preenche um formulário de mais ou menos 18 questões e a partir daí as marcas criam peças ou selecionam itens da coleção para aquela cliente. É quase uma exclusividade por um preço mais baixo do que é oferecido no mercado”, detalha Bruno Brigida, que lembra como surgiu a ideia de criar o negócio:

“Eu tive essa ideia no final do ano passado, durante a Feira Preta, que acontece em São Paulo. Eu conheço muita gente que expõe no evento e essa é a melhor época do ano para os negócios. As pessoas vendem muito garantindo não só o Natal, mas também as contas de alguns meses do ano seguinte. Foi então que eu comecei a pensar numa maneira de fazer com que aqueles empreendedores ganhassem dinheiro o ano inteiro”.

Lídia Michelle Azevedo

Formada em Comunicação Social - Jornalismo pela UFRJ, em 2009, já passou pelas redações do Jornal dos Sports, Assessoria de Imprensa do IBDD (Instituto Brasileiro dos Direitos da Pessoa com Deficiencia) Revista Ferroviária, Expresso, Extra, Canal A e atualmente está na assessoria de comunicação da Fundação Cecierj.

Deixe uma resposta

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.

%d blogueiros gostam disto: