O governador do Rio, Cláudio Castro (PL), deve sair do cargo na segunda-feira (23). É o que diz o chefe da Casa Civil, Nicola Miccione. Com a saída dele, quem vai escolher o novo governador não será o povo, mas sim os deputados estaduais. É o que chamam de eleição indireta.
A saída de Castro é lida como uma jogada para tentar evitar que o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) cassasse o mandato dele. O julgamento volta na terça (24). O placar já estava 2 a 0 para tirar Castro do cargo e deixar ele inelegível por oito anos. O processo investiga abuso de poder e contratações irregulares na Fundação Ceperj e na Uerj.
Castro também já tinha plano de concorrer ao Senado, o que exigia que ele deixasse o governo até 4 de abril. Nesta sexta (20), ele já exonerou 11 secretários que vão disputar as eleições em outubro. A informação de que Castro sairá na segunda-feira (23), foi dado em primeira mão pelo repórter Otávio Guedes.

Com a renúncia, a Assembleia Legislativa (Alerj) precisa escolher um novo governador para ficar no lugar até o fim de 2026. Uma decisão do ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal (STF), mudou as regras dessa eleição. Antes, os deputados tinham que votar aberto. Agora o voto é secreto. Isso bagunçou os planos de quem já estava cotado para disputar.
Os nomes que ganham força agora são os deputados estaduais Alexandre Knoploch (PL), Fred Pacheco (PMN) e Guilherme Delaroli (PL), que é o presidente em exercício da Alerj. Do outro lado, aliados do prefeito Eduardo Paes (PSD) gostam do nome do deputado Chico Machado (Solidariedade).
Se Castro largar o cargo na segunda, o presidente do Tribunal de Justiça assume por pouco tempo e tem 48 horas para marcar a eleição indireta. Ela tem que acontecer em até 30 dias.
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