O custo dos alimentos básicos aumentou em 17 capitais e diminuiu em outras 9 localidades, segundo levantamento divulgado nesta quinta-feira (8) pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (DIEESE) em parceria com a Companhia Nacional de Abastecimento (CONAB). Os dados integram a Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos.
Entre novembro e dezembro de 2025, as elevações mais significativas ocorreram em Maceió (3,19%), Belo Horizonte (1,58%) e Salvador (1,55%). As cidades que mais registraram quedas foram na região Norte: Porto Velho (-3,60%), Boa Vista (-2,55%), Rio Branco (-1,54%) e Manaus (-1,43%). São Paulo foi a capital onde os alimentos essenciais apresentaram maior custo (R$ 845,95), seguida por Florianópolis (R$ 801,29), Rio de Janeiro (R$ 792,06) e Cuiabá (R$ 791,29). João Pessoa (PB) foi a única capital onde o preço permaneceu estável.

A carne bovina registrou alta em 25 das 27 capitais entre novembro e dezembro de 2025. O aquecimento da demanda interna e externa, combinado com a oferta restrita explicam a alta do preço da carne. Em contrapartida, outros alimentos como leite integral, arroz agulhinha, açúcar, café em pó e óleo de soja tiveram redução dos valores na maioria das cidades.
A comparação anual (valores de dezembro 2024 a dezembro 2025) só é possível para as 17 capitais que o DIEESE já realizava a pesquisa em 2024: Aracaju, Belém, Belo Horizonte, Brasília, Campo Grande, Curitiba, Florianópolis, Fortaleza, Goiânia, João Pessoa, Natal, Porto Alegre, Recife, Rio de Janeiro, Salvador, São Paulo e Vitória.
O estudo ainda aponta que o salário mínimo ideal para suprir todas as despesas de uma família de quatro pessoas é de R$ 7.106,83 ou 4,68 vezes o mínimo de R$ 1.518,00. Em dezembro de 2025, o tempo médio de trabalho necessário para obter os produtos da cesta básica nas 27 capitais brasileiras foi de 98 horas e 41 minutos. Na prática, ao comparar o custo da cesta e o salário mínimo líquido, após o desconto de 7,5% da previdência social, verifica-se que o trabalhador comprometeu em média, nas 27 capitais pesquisadas em dezembro de 2025, 48,49% do seu rendimento para adquirir os itens essenciais da cesta.
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