Brasil tem retrocesso de até três décadas na economia, na educação e no meio ambiente

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Os índices da fome, da pobreza, da evasão escolar, do desmatamento, da inflação ameaçam o desenvolvimento do Brasil e mostram que o país tem retrocesso de até 30 anos.

Retrocessos sociais se acumulam. Em 2022, a fome atinge o mesmo número de brasileiros que em 1992, são 33 milhões de pessoas que passam fome, segundo dados da Rede Penssan. A evasão escolar na faixa de 5 a 9 anos está igual à de 2012, de acordo com estudo do economista Marcelo Neri, diretor da FGV Social, publicado no jornal O Globo.

Fatores como recessão econômica, pandemia e desmonte de políticas públicas acentuaram nos últimos dois anos um processo de retrocesso social.

O número de trabalhadores que ganham até o piso do salário mínimo chegou a 38% da população, segundo o estudo. A substituição do Bolsa Família pelo Auxílio Brasil dobrou o valor, com piso de R$ 400, mas reduziu a eficiência do programa com o esvaziamento do Cadastro Único (que mapeia famílias necessitadas) e de políticas de segurança alimentar, como a aquisição de alimentos da agricultura familiar, cujo orçamento caiu de R$ 550 milhões em 2012 para R$ 53 milhões.

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23 milhões de brasileiros estão hoje abaixo da linha da pobreza, reflexo da má gestão durante a pandemia e da redução do auxílio emergencial.

No meio ambiente, voltou-se ao passado de desmatamento crescente. Saímos de uma área desmatada de 4.571 quilômetros quadrados em 2012 para 13.235 quilômetros quadrados em 2021.

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