Bolsonaro pretende conceder indulto a policiais dos casos do Carandiru e do ônibus 174

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O presidente Jair Bolsonaro declarou neste sábado (31), durante um encontro com jornalistas, que pretende conceder indulto a policiais envolvidos em crimes que repercutiram nacionalmente como o massacre do Carandiru, o caso do Eldorado Carajás e o sequestro do ônibus do 174. O indulto é concedido por decreto presidencial para perdoar presos condenados a determinados crimes não violentos. “Os que se enquadrarem no indulto, eu vou dar. Estou pedindo a policiais de todos os Estados uma lista de nomes, com justificativas”, disse o presidente.

‘Se o comandante do Carandiru estivesse vivo, eu daria [indulto]’, diz Jair Bolsonaro

Na sexta (30), o presidente já havia declarado que os policiais na época, haviam sido condenados por “pressão da mídia” e que o Natal deste ano seria diferente. “Tem muito policial, civil e militar, que foi condenado por pressão da mídia. E esse pessoal no final do ano, se Deus permitir e eu estando vivo, vai ser indultado. Pessoas que honraram a farda, defenderam a vida de terceiros e foram condenados por pressão da mídia” afirma.

As declarações de Jair Bolsonaro só reforça e estimula o avanço violento da polícia, principalmente a população negra e de baixa renda. Em relação ao sistema carcerário, são quase 700 mil presos vivendo em presídios superlotados e nenhuma condição de sobrevivência fora das grades. Desse total 61,7% são negros. Ainda de acordo com o Departamento Penitenciário Nacional (DEPEN), 75% dos presos não chegaram ao ensino médio. Não é difícil saber de qual lado o presidente está.


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Thais Bernardes

Formada em jornalismo pelo Institut français de Presse-Université Panthéon-Assas, em Paris e pelo Institut Pratique de Journalisme (IPJ), também na França, Thais Bernardes é jornalista, fundadora e CEO do portal Notícia Preta e podcaster do Canal Futura. Antes de concluir seus estudos na Europa, Thais cursou Relações Públicas na Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), onde ingressou através do sistema de cotas. Após atuar como produtora no canal de TV France 2, em Paris, foi repórter no Jornal Extra, na rádio BandNewsFM e coordenadora de Comunicação da Secretaria de Estado de Direitos Humanos do Rio. Em novembro de 2018 a jornalista decidiu criar o portal Notícia Preta como forma de combater, através do jornalismo, o racismo e as desigualdades sociais.

1 Comment

  • #Amazonia: Chega de violência institucional, todos os dias lutamos para não morrer!!!
    É um momento para a sociedade branquitude (direita, esquerda, centro, cima, meio e baixo) de comportamento (emsimesmado, arrogante, soberba, cafona, racista, sexista, homofobica, xenofobica, politicamente incorreta, debochada e corrupta) ,fazer uma profunda reflexao! Bolsonero cria (mal-criada) em esteroides da sociedade branquitude brasileira. É tambem uma excelente oportunidade para essa mesma sociedade “RISE TO THE OCCASION” e mudar o rumo desses conceitos. E futuramente poder ser um exemplo para si mesma. O ATRASO desses defeitos de caracter social e individual (emsimesmada, arrogante, soberba, cafona, racista, sexista, homofobica, xenofobica, politicamente incorreta, debochada e corrupta) e crítico na sociedade. Se tornar uma nação calcada na, verdade, na etica, na moral, no respeito, na igualdade é caminho d sucesso. Trazer os excluidos para inclusao correta (intelectual e economica) da classe media, profissional liberal etc e respeito ao originários donos da terra, como manda: “democracia racial” que o Brasil se auto_intitulava. E permanecer vigilante no futuro.
    No caso da população diáspora africana, cabe não esperar e assumir uma postura de interferir diretamente nos 3 poderes. Não vejo outra oportunidade como essa. A temperatura está alta em referência ao ataque físico a pessoas pretas e inocentes, o que é mais fácil como alvoporque não oferece resistência e ao mesmo tempo madandoe mensagens ao pretos criminosos que não vai existir escudo. Então ou as pessoas pretas deitam pra isso ou utilizam esses fenômenos de horror para “Rise to the occasion” não cair na narrativa, de falsa “papeacao” da branquitude. Porque a branquitude está mesmo com medo que 57% da população da diáspora africana, ao ver sucessivamente a branquitude expondo seus “podres poderes” e agora de forma explícita e incisiva e recorrente. E agora depois de eleger um representante-mor explicitamente incapaz e que se recusa a maquiar suas incompetências, descompromisso com o bem comum e criminalidade. O que pode ser usado como motivador para a população da diáspora africana acreditar que depois de uma sucessão de fracassos na administração pública, não é caso isolado, essas pessoas estão realmente realizando um “projeto de nação” dea manter o “status quo”, o qual não inclui o salto civilizatorio para todos. Ascenção social dos míseraveis e pobres para classe média de forma multidisciplinar e transversal, porque maioria da população preta vai estar nessa classe. Esse salto civilizatorio só é permitido para “certas classes e etnias”. E não importa o momento atual que o mundo atravessa. Bom, quando a diáspora africana parar de ouvir a branquitude, então vai haver a articulação para que a ascenção da diáspora africana nos 3 poderes e consequentemente, as classe altas pretas sabem que na vai ser totalmente aceitas pelos outros, vide caso PT, e a solução vai ser fortalecer a população diáspora africana para manter a sustenção da classe alta da diáspora africana. Recentemente a África do sul admitiu que mesmo com o f do Apartheid Os africanos originários não tiveram ascenção social, e que é hora de fazer reformas para trazer os africanos originários a ascensão e fortalecendo a sociedade. Porque os europeus descendentes nos 3 poderes não estavam promovendo essa ascensão então o novo presidente e a assembleia originária africana vai interferir questoesais profundas. Então não existe mudanças se não tivermos coragem de promover por nós e pararmos de ouvir “eles” e “elas”.

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