Dino proíbe novas normas para autorizar pagamentos acima do teto do funcionalismo

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O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Flávio Dino, proibiu a edição de novas leis ou atos administrativos que tentem autorizar o pagamento de verbas que ultrapassem o teto constitucional do funcionalismo público. A decisão amplia medida anterior que suspendeu valores acima do limite e será analisada pelo plenário da Corte na próxima quarta-feira (25).

Dino determinou que Executivo, Legislativo e Judiciário revisem e suspendam pagamentos que excedam o teto, fixado no valor recebido pelos ministros do STF, atualmente em R$ 46.366,19. Ele também estabeleceu prazo de 60 dias para que os Três Poderes adotem providências sobre verbas indenizatórias, gratificações e auxílios que, somados aos salários, superem esse limite.

A decisão impede a aplicação de qualquer legislação nova que trate de parcelas remuneratórias ou indenizatórias acima do teto, inclusive com efeitos retroativos, até que o Congresso Nacional regulamente o tema. O ministro afirmou: “É vedada a aplicação de qualquer legislação nova sobre parcelas remuneratórias e indenizatórias que ultrapassem o Teto Constitucional. Essa determinação vale inclusive para a edição de novos atos normativos pelos Poderes ou órgãos constitucionalmente autônomos”.

Ele também registrou que caberá exclusivamente ao STF examinar eventual regime transitório caso o Congresso não legisle. “No plano jurisdicional, caberá exclusivamente ao STF examinar a fixação de regime transitório, caso o Congresso Nacional não cumpra o seu dever de legislar e mantenha a omissão inconstitucional. Renova-se o já formulado apelo ao legislador”.

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Dino determinou que Executivo, Legislativo e Judiciário suspendam pagamentos que excedam o teto, que é o valor recebido por ministros do STF – Foto: Fábio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil.

A medida vale para órgãos federais, estaduais e municipais, mas não atinge salários fixados em lei nem gratificações já previstas legalmente. Também não afeta o reajuste de servidores do Legislativo sancionado pelo presidente Lula.

O Tribunal de Justiça de São Paulo e outras 11 entidades recorreram ao STF. Os recursos serão analisados após o julgamento da decisão pelo plenário.

No dia anterior, o presidente Lula sancionou parcialmente projeto que reajusta salários da Câmara, do Senado e do TCU para 2026, mas vetou aumentos graduais previstos até 2029, pagamento retroativo de despesas permanentes e licença compensatória convertível em dinheiro.

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Thayan Mina

Thayan Mina

Jornalista pela Faculdade de Comunicação (FCS) da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj). Atualmente mestrando pelo PPGCOM da Escola de Comunicação (ECO) da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). É músico e sambista.

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