Escolas cívico-militares de SP iniciam aulas sem uniformes prometidos

colegio_militar_do_rio_de_janeiro2109201274.webp

As escolas cívico-militares da rede estadual de São Paulo iniciam o ano letivo sem que os alunos tenham recebido os uniformes previstos pelo programa. A distribuição das peças não foi concluída a tempo, apesar de a compra ter sido licitada meses antes do início das aulas.

O governo de Tarcísio de Freitas colocou o modelo em funcionamento nesta segunda-feira (2) em cem unidades. A Secretaria da Educação do Estado de São Paulo informou que o pregão para aquisição das roupas ainda está em fase de conclusão. O projeto, prometido para começar em 2025, havia sido adiado por decisões judiciais.

Ao todo, 208 policiais militares aposentados foram contratados para atuar nas escolas, atendendo cerca de 53 mil estudantes, o equivalente a 1,5% das matrículas da rede. Sem o uniforme oficial, algumas direções passaram orientações próprias às famílias sobre o vestuário.

Em Osasco, a escola estadual Professor Gastão Ramo comunicou que calças jeans não serão permitidas. Os alunos deverão usar calças pretas de moletom, sarja, tactel ou helanca, além de camiseta cinza.

A licitação foi aberta em abril do ano passado, com valor estimado em R$ 57,6 milhões para 1,2 milhão de peças. O edital prevê duas camisetas de manga curta, duas calças, um casaco e duas bermudas por estudante, nas cores azul e branco. A pasta declarou que modelos de camisetas não atenderam às exigências técnicas, o que atrasou o processo.

As escolas cívico-militares da rede estadual de São Paulo iniciam o ano letivo sem que os alunos tenham recebido os uniformes previstos – Foto: Arquivo/CMRJ/Colégio Militar do Rio de Janeiro.

“O pregão para a aquisição dos uniformes segue com as etapas necessárias para a finalização do processo. Quatro modelos de camisetas não atenderam às especificações técnicas previstas no edital e, por isso, foram retiradas da licitação, que segue em andamento para garantir a aquisição adequada dos uniformes”, diz.

O regimento das escolas determina uso obrigatório do uniforme, cabelo preso para meninas, cortes curtos para meninos e proíbe bonés, piercings e roupas curtas. Reportagem da Folha de S.Paulo mostrou as regras.

O programa terá custo extra de R$ 17 milhões anuais. Cada militar receberá diária de R$ 301,70, podendo chegar a cerca de R$ 6 mil mensais, valor superior ao piso salarial dos professores da rede estadual.

Leia mais notícias por aqui: Argentina que responde por injúria racial diz novamente estar “morrendo de medo” após prisão decretada

Thayan Mina

Thayan Mina

Jornalista pela Faculdade de Comunicação (FCS) da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj). Atualmente mestrando pelo PPGCOM da Escola de Comunicação (ECO) da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). É músico e sambista.

Deixe uma resposta

scroll to top