Governo anuncia primeiro hospital inteligente do SUS na USP

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O Brasil terá sua primeira unidade hospitalar inteligente no Sistema Único de Saúde instalada no Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (HC-FMUSP). A proposta, segundo o Ministério da Saúde, é modernizar o atendimento de emergência e encurtar o tempo de espera em cerca de 25%, reduzindo a média atual de 120 minutos para aproximadamente 90 minutos.

O novo instituto integrará a Rede Nacional de Hospitais e Serviços Inteligentes e Medicina de Alta Precisão do SUS, política criada para atualizar a infraestrutura hospitalar brasileira. A gestão e a operação do hospital serão feitas pelo próprio HC, enquanto os custos serão divididos entre o Ministério da Saúde e o governo paulista.

A obra está orçada em R$ 1,7 bilhão e depende de uma cooperação financeira com o Banco do BRICS, responsável pela avaliação final da documentação enviada pela pasta. A estimativa é que o instituto esteja funcionando em 2029. O governo federal já firmou um acordo de cooperação técnica com o HC e com a Secretaria de Saúde de São Paulo, que ficará encarregada de disponibilizar o terreno. Esse era o último passo necessário para finalizar a solicitação de financiamento ao banco.

No lançamento do projeto, no fim de novembro, Alexandre Padilha afirmou que a iniciativa representa um salto tecnológico na saúde pública. “Com o hospital inteligente, estamos trazendo para o Brasil aquilo que tem de mais inovador no uso da inteligência artificial, tecnologia de dispositivos médicos e da gestão integrada de dados para cuidar das pessoas e salvar vidas. Estamos tendo a chance de inovar a rede pública de saúde, e o melhor de tudo, 100% SUS. Além do primeiro hospital inteligente, também vamos expandir a rede para 13 estados com UTIs que contarão com a mesma tecnologia”, disse.

A gestão e a operação do hospital serão feitas pelo próprio HC, enquanto os custos serão divididos entre o MS e o governo paulista – Foto: Luiza Frazão/MS.

A capacidade estimada é de 180 mil atendimentos anuais em emergência e terapia intensiva, além de 10 mil procedimentos em neurologia e neurocirurgia e 60 mil consultas. O projeto seguirá padrões internacionais de sustentabilidade, com certificação verde e monitoramento de energia, água e resíduos.

O ministério afirma que a digitalização completa da unidade deve acelerar o acesso a UTIs, melhorar o fluxo no pronto-socorro e ampliar o número de atendimentos. A expectativa é que o tempo médio de internação em UTIs caia de 48 para 24 horas, e o de enfermaria de 48 para 36 horas, com potencial de redução de até 10% nos custos operacionais.

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Thayan Mina

Thayan Mina

Thayan Mina, graduando em jornalismo pela UERJ, é músico e sambista.

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