Em 2023, garimpo devastou por dia o equivalente a 4 campos de futebol em terras indígenas, segundo Greenpeace

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Segundo um estudo divulgado pelo Greenpeace Brasil nesta segunda-feira (11), o garimpo ilegal devastou por dia, em 2023, uma área equivalente a quatro campos de futebol. A área invadida faz parte das terras indígenas Yanomami, Kayapó e Munduruku, localizadas nos estados do Pará e Roraima, ambos na região norte do Brasil.

A organização afirma, no levantramento inédito, que no último ano 1.410 hectares nas Terras Indígenas (TIs), foram devastados. Os terrritórios afetados e citados pela pesquisa também são os que mais sofrem com o garimpo. De acordo com o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), os territórios Yanomami, Kayapó e Munduruku concentram 95% da mineração ilegal em terras indígenas.

Garimpo ilegal na Terra Indígena Munduruku em março de 2023 /FOTO: Christian Braga / Greenpeace

“Cada hora que passa com os garimpeiros dentro dos territórios indígenas significa mais pessoas ameaçadas, uma porção de rio destruído e mais biodiversidade perdida. Precisamos, pra já, de uma Amazônia livre de garimpo”, diz o porta-voz do Greenpeace Brasil, Jorge Eduardo Dantas. 

Os dados foram coletados a partir de imagens de satélite, e no total, até o momento, a organização aponta que o garimpo ilegal já devastou mais de 26 mil hectares dos territórios demarcadados desses povos, o que equivale a uma área maior do que a cidade do Recife (PE).

Importante frisar que todo garimpo em território indígena é ilegal no Brasil, já que a mineração nesses territórios é proibida por lei“, aponta Greenpeace.

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Bárbara Souza

Bárbara Souza

Formada em Jornalismo em 2021, atualmente trabalha como Editora no jornal Notícia Preta, onde começou como colaboradora voluntária em 2022. Carioca da gema, criada no interior do Rio, acredita em uma comunicação acessível e antirracista.

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