Mesa sobre Jornalismo de Intervenção terá influenciadora negra
A Universidade de São Paulo (USP) promove o Fórum Internacional de Mídia Alternativa (FIMA) e, nesta quarta feira (6), a partir das 20:30 será a vez do tema Jornalismo de intervenção e serão discutidos assuntos sobre produção de conteúdo ativista.
Segundo a historiadora, jornalista e influenciadora, Lívia Teodoro, a mídia negra brasileira sempre foi contra-hegemônica e de intervenção. “É importante recobrar a memória dos que vieram antes de nós. Racializar o debate sobre a prática jornalística é importante para reconhecer a trajetória da mídia negra ativista que está, ao menos desde o século XIX, preocupada em intervir socialmente numa sociedade historicamente desigual, opressora e que retrocede diariamente para parcela específica da população”, ponderou.
Ainda segundo Lívia, Não é nenhuma novidade e “não estamos inventando a roda neste século. Os que vieram antes de nós estão fazendo jornalismo de intervenção há bastante tempo”, finalizou.
A mesa
O espaço será dividido com Haroldo Ceravolo Sereza, do portal Opera Mundi, Glenn Greenwald, do Intercept e Renata Mielli, do Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação. Lívia Teodoro será a única pessoa negra
O FIMA
O Fórum Internacional de Mídia Alternativa, que inicia nesta quarta e vai até sexta feira, 8 de novembro, na Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo (FFLCH/USP). O Fórum, organizado pelos departamentos de História e Jornalismo da USP e pelos coletivos Jornalistas Livres, Intervozes e Barão de Itararé, propõe a unificação da acadêmia e de coletivos de comunicação para favorecer a democracia brasileira a partir da propagação de veículos progressistas e enfrentamento das fake news.
Todas as informações sobre o evento estão disponíveis no site https://www.sympla.com.br/fima—forum-internacional-de-midia-alternativa__687172