O presidente americano Donald Trump afirmou na madrugada desta sexta-feira que pretende suspender permanentemente a migração de pessoas vindas de “países de Terceiro Mundo”, termo em desuso para descrever as relações internacionais há décadas. A declaração ocorreu em meio à repercussão do ataque cometido por um refugiado afegão contra dois agentes da Guarda Nacional em Washington. Horas antes, o republicano já havia anunciado que todos os green cards emitidos para cidadãos de 19 países passariam por revisão imediata.
Na publicação que reacendeu o debate migratório, Trump escreveu: “Eu vou suspender permanentemente a imigração de todos os países do Terceiro Mundo para permitir que o sistema dos EUA se recupere totalmente, cancelarei todos os milhões de admissões ilegais de Biden, incluindo aquelas assinadas pela caneta automática do ‘Sleepy’ Joe Biden”.
O presidente seguiu com novas promessas: “Removerei qualquer pessoa que não seja um ativo líquido para os Estados Unidos ou que seja incapaz de amar nosso país, acabarei com todos os benefícios e subsídios federais para não cidadãos do nosso país, revogarei a cidadania de imigrantes que prejudicam a tranquilidade interna e deportarei qualquer estrangeiro que seja um encargo público, um risco à segurança ou incompatível com a civilização ocidental”.

A mensagem, publicada em seu perfil na plataforma Truth Social, foi a mais recente de uma série de ataques de Trump às políticas migratórias após a confirmação de que o responsável pelos disparos contra os agentes era um estrangeiro. O presidente classificou o episódio como um “ato de terror” e voltou a explorar o tema, que foi uma de suas principais bandeiras durante a campanha eleitoral.
O texto divulgado durante a madrugada começou com uma saudação pelo Dia de Ação de Graças, mas rapidamente adotou um tom anti-imigração. Trump afirmou que os Estados Unidos e outros países, descritos por ele como “tolos”, teriam permitido divisão, fragmentação e morte por insistirem no que chamou de “politicamente correto”. Ele criticou desde os custos de programas sociais até alegadas relações entre migração e crimes violentos.
Horas antes da publicação, o governo americano havia anunciado medidas concretas para restringir a entrada de estrangeiros, ordenando a revisão imediata de green cards concedidos a cidadãos de diversas nacionalidades. Segundo autoridades migratórias, os países afetados são os mesmos listados em uma medida anterior de Trump, anunciada em junho. São eles: Afeganistão, Mianmar, Chade, República do Congo, Guiné Equatorial, Eritreia, Haiti, Irã, Líbia, Somália, Sudão, Iêmen, Burundi, Cuba, Laos, Serra Leoa, Togo, Turcomenistão e Venezuela.
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