Após 35 anos, Tocantins determina cotas para negros, indígenas e quilombolas, em concursos

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Na última semana, após 35 anos desde a fundação do Estado de Tocantins, a Assembleia Legislativa do Tocantins (Aleto) finalmente aprovou a política pública social e afirmativa, que destina vagas em concursos públicos na Administração Direta e Indireta do Poder Executivo Estadual, para pessoas negras, indígenas e quilombolas.

O PL institui a Lei de Cotas em concursos públicos estaduais e de entidades do poder executivo, direcionando a reserva de 10% das vagas para pessoas negras, 5% para indígenas e 5% para quilombolas. A aprovação aconteceu em uma das sessões extraordinárias que aconteceram na última quinta-feira (14).

O PL foi aprovado pela Assembleia Legislativa do Tocantins (Aleto) em uma sessão extraordinária /Foto: Pexels

O PL foi proposto pelo governo estadual em novembro deste ano, em uma parceria entre a Casa Civil, da Secretaria de Estado da Administração (Secad) e da Secretaria de Estado dos Povos Originários e Tradicionais (Sepot).

O anúncio da criação do PL aconteceu em um evento em comemoração ao mês da consciência negra. “A população negra foi relegada e marginalizada ao longo de séculos e ao longo da criação do Tocantins. O Governo do Estado criou uma Secretaria dos Povos Originários e Tradicionais para reconhecer e iniciar uma reparação histórica, mas esse é só o início do processo. Vamos continuar buscando políticas inclusivas que nos permitam direitos iguais”, afirmou Narubia Werreria, titular da Sepot.

Na ocasião, a criação de um grupo de trabalho para discutir e criar a Secretaria da Igualdade Racial.

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Bárbara Souza

Bárbara Souza

Formada em Jornalismo em 2021, atualmente trabalha como Editora no jornal Notícia Preta, onde começou como colaboradora voluntária em 2022. Carioca da gema, criada no interior do Rio, acredita em uma comunicação acessível e antirracista.

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